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quarta-feira, 30 de abril de 2008

Estou de Volta!

Peço desculpas aos amigos leitores pela minha ausência nesse ultimos dias.
Estive acompanhando os festejos do aniversário da cidade de Jordão.
Em breve falarei sobre o que aconteceu naquela bela cidade.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Presidente sanciona lei que deixa o Acre com uma hora a menos de Brasília


Brasília – O Acre finalmente vai ter o mesmo horário dos demais estados da Amazônia. Isso ocorrerá porque, no início da noite de ontem, o presidente Lula sancionou a lei 11.662/2008, originária do projeto do Senador Tião Viana (PT-AC) que reduz de duas para apenas uma hora a diferença do fuso horário do estado em relação à hora de Brasília. A nova lei entrará em vigor dentro de 60 dias e muda também o horário de seis municípios do Amazonas e 18 municípios do Pará, reduzindo a quantidade de fusos horários do país, que passa a ser de apenas três e não mais quatro, como era antes do projeto do Senador.

Pela lei sancionada por Lula, os municípios amazonenses de Boca do Acre, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Eirunepé, Envira e Ipixuna, que tinham o mesmo horário do Acre, também passam a ser regulados com o fuso de uma hora a menos com relação à capital federal. Enquanto isso, no Pará, a Lei Tião Viana estabelece que 18 municípios do estado passam a ter o mesmo fuso de Brasília, a exemplo do que ocorria com Belém e outros municípios paraenses. A lei foi sancionada pelo presidente no Palácio do Planalto na presença do senador Tião Viana, vice-presidente do Senado Federal.

Segundo estudos oficiais, a lei do novo tempo do Acre trará benefícios para o estado nas áreas de comércio, indústria, bancos, transportes, energia e comunicação, permitindo, ainda, uma nova adaptação da ordem temporal interna da população, o que favorece o ciclo laboral e propicia mais conforto às pessoas. Do ponto de vista energético, por exemplo, a alteração deve acarretar economia de energia no sistema do Acre, reduzindo despesas com a Conta de Consumo de Combustíveis, financiada por todos os consumidores do país. Isso sem contar que o estado deverá emitir menos gás carbônico, um dos responsáveis diretos pelo efeito estufa que superaquece hoje o planeta.

O Acre passa, com a nova lei, a ter finalmente o mesmo horário que os outros estados da Amazônia Ocidental, tais como Amazonas, Rondônia e Roraima. Esse mesmo horário abrange também os estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, no Centro-Oeste do país. A nova lei corrige um erro histórico cometido em 1913, quando a legislação transformou o Acre numa espécie de “ilha” do fuso horário amazônico, enquanto o meridiano que estabelece o fuso da Amazônia passa exatamente em cima de Rio Branco, capital do estado.

Quando da legislação de 1913, as populações dos estados do Nordeste não aceitaram ficar no mesmo fuso horário de Fernando de Noronha, mas na mesma hora do Centro-Sul do país. No Acre, por exemplo, não houve quem protestasse contra o que estabelecia a lei de 1913. Com o novo horário, tanto o amanhecer quanto o anoitecer nos municípios acreanos passarão a ocorrer praticamente no mesmo horário da maioria dos estados do país, particularmente os da Amazônia Ocidental. (Romerito Aquino)

Governo libera verba para pesquisa científica no Acre
O Governo do Acre repassou nesta quinta-feira, 24, R$ 450 mil para a comunidade cientifica do Estado. O recurso, que beneficiará 26 projetos de todas as áreas do conhecimento, é proveniente do Fundo Estadual de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Os projetos contemplados foram selecionados por meio de edital público com participação de mais de 80 propostas. A expectativa é de que os aprovados contribuam de modo sistemático e decisivo para a política de desenvolvimento comunitário do Acre.

Os termos de outorga foram assinados pela manhã durante cerimônia na Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac) pelo governador Binho Marques, cientistas, pesquisadores, estudantes, secretários e assessores do Governo do Estado. Dos 26 projetos, seis estão recebendo R$ 118 mil financiados diretamente com recursos do Estado, Ministério da Ciência e Tecnologia, Conselho Nacional de Pesquisa Técnico-Científica (CNPq) e do Fundo de Infra-Estrutura. Vinte projetos estão recebendo cerca de R$ 280 mil para formação e fixação de pesquisadores locais nas áreas de mestrado e doutorado. O governo está também destinando recursos para publicação de teses e dissertações conclusivas.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

JESUS ESTÁ COM A CHAVE..


Nossa cidade vive um clima de festa.
Muito foguetório, muita tinta nas praças e nas ruas, barracas com comidas e bebidas, shows, desfiles, jovens em busca de um divertimento, famílias em busca de descontração, católicos e evangélicos anunciando que só jesus salva, cicleatas, jogos, inaugurações de reformas de escolas, desfile de escolas, discursos, visitantes de Feijó e Cruzeiro do Sul...
É o nosso aniversário.
95 anos de emancipação política.´
Mas duas coisas me chamaram a atenção:
1) PREFEITO ENTREGA A CHAVE DA CIDADE A JESUS.
Num "ato profético" promovido pelos evangélicos e coordenados pelos senhores Cesário (Advogado da Prefeitura) e Júnior Feitosa (Secretário de Planejamento da Prefeitura) e com a presença do prefeito Vando Torquato, a CHAVE DA CIDADE FOI ENTREGUE A JESUS. O prefeito fez a entrega oficial depois de assinar um documento referendando o ato.
Pois bem! Estamos nas mãos do salvador. Agora é esperar pra ver se ele abre as "portas da esperança" para o povo, pois alguns de seus filhos ainda não tomaram essa decisão.
2) CADÊ OS CONVIDADOS?
Geralmente quando um município comemora aniversário é comum receber autoridades como Governador, Senadores e Deputados Federais e Estaduais. Em Tarauacá isso não acontece. Será que o prefeito não os convidou ou eles não se relacionam com o prefeito ou, ainda, será que eles não gostam do grupo Raça Negra?
E o povo tem motivos pra comemorar?
Se você não tem arranje um!
Vou comemorar com o povo a sua irreverência, a sua esperança, a sua disposição de contrariar o óbvio e enfrentar as adversidades com alegria e opinião.

CARTA AOS CIDADÃOS TARAUACAENSES (24 DE ABRIL)


CARTA AOS CIDADÃOS TARAUACAENSES (24 DE ABRIL)
(A Ir. Nelda, Accioly e Palazzo)

Caros cidadãos tarauacaenses,

Logo mais será tempo de festejar, maquiarão nossa cidade e levarão nossos jovens para marchar pelas ruas. Alguns “ilustres” bem vestidos discursarão imponentes cheios do palavreado, ressaltando o “crescimento” da cidade, as “inúmeras” obras, e de como o povo está contente e feliz, tecerão projetos vindouros e o povo emocionado acompanhará com palmas cada palavra vibrante pronunciada por esses homens. Mas logo depois da festa a vida voltará a ser como antes, dona maria tropeçará num buraco, seu antônio enfretará os trapixes, dona antônia não conseguirá vender sua farinha para terminar o tratamento de seu filho... Enfim, as palavras dos homens "mais importantes" da cidade não passavam de ventos, não passavam de promessas.
Vai ano e vem ano. Aqui estamos novamente, celebrando a data natalícia de nossa singela cidade: 24 de abril de 1913. Já bem antes, desbravadores vindos de outras terras armaram barracas nas embocaduras dos rios tarauacá e murú. Então, teve início a saga tarauacaense.
Já se passaram 95 anos. Mas o que nos faz olhar para o passado, para ter esperança no futuro? Será que temos orgulho de nossa história? O sentimento de amor e pertença a terra, ainda arde em nosso peito? É verdade, muitas coisas mudaram durante todo esse tempo, que o digam os nossos anciãos.
Gostaria imensamente nesta carta, apenas louvar os fatos gloriosos de tarauacá: seus fundadores, políticos ilustres, cidadãos proeminentes, enfim... Mas preciso ater-me a nossa realidade. Não posso apenas evocar certo saudosismo, tenho que ser, antes de tudo, alguém do presente.
Louvo sim, as marias, antônios, bastiãos, joãos, chicos... Que ainda vivem heróicamente nos seringais, que de sinônimo de fartura, hoje se tornou um escarcéu de pobreza e abandono. Louvo esses homens e mulhures que viajam dias e dias, muitas vezes, em busca de um simples remédio contra dor de dente, porque são esquecidas pelos governos que ousam ainda em ignorá-los;
louvo os colonos e pequenos agricultores, que fartam as mesas dos “senhores feudais”, da mesma forma que fartam a mesa dos pobres. Louvos esses homens que continuam produzindo, sem nenhum subsídio ou técnica, a nãos ser, a que tem sido passado de pai para filho ao longo das gerações. Nascem trabalhando e assim também morrem, quando muito, amparados por uma mísera aposentadoria.
Louvo sim, os professores da zona rural, que embrenhados na mata enfrentam os piores desafios e lonjuras para levar a educação às nossas crianças, jovens e adultos mais longíquos. Muitas vezes ganhando um salário que não supre nem mesmo as despesas da viajem. Louvo esses homens, que contróem e contribuem para um mundo onde cada um tenha direito à educação com qualidade.
Louvo os homens da fé, que tem coragem de sair de sua comodidade para servir o povo de deus que vivem nas margens dos rios igarapés, nos centos ou ao longo das br’s e as margens da sociedade. Louvo esses homens que compreenderam, que vieram para servir e não ser servidos. Louvo os padres, pastores, irmãos e irmãs que não falam de deus apenas da boca p’ra fora nas igrejas, mas dão testemunho com suas próprias vidas e ações.
Louvo os líderes comunitários que erguem a voz pelos e com os moradores, em busca de seus direitos básicos. Louvo esses homens e mulhures que mesmo sem salários, sacrificam-se em busca de melhoria para as suas comunidades, e não desanimam mesmo sendo tachados muitas vezes de mentirosos e eleitoreiros.
Louvo os estudantes que conseguem superar todos os obstáculos que lhes são impostos pela sociedade capitalista e desigual. Louvo esses jovens que vão em busca do conhecimento, não pensando apenas em si próprio, mas em ser um auxílio para a sua gente.
Louvo todos os movimentos sociais e seus líderes que ousam desafiar o poder das estruturas e sistemas injustos que oprimem e mantém nosso povo excluído de participar dos bens produzidos pela sociedade. Louvo esses homens e mulheres que vão à luta, que não se vendem por barganhas ou trocas de favores.
Louvo sim, cada homem e mulher de bem de tarauacá. E digo-lhes, infeliz de um povo que precisa de heróis, e mais infeliz ainda, é povo que não tem coragem de lutar pelos seus direitos e preferem manter-se calado, perpetuando e sendo conivente com o sistema opressor.
Louvo sim, os tarauacaenses que deram a vida por esta terra para que ela fosse uma terra onde reinasse a justiça e a fraternidade.
Louvo sim, os tarauacaenses que não tem vergonha de comer uma “jacuba”, do que se deliciar num banquete, fruto de corrupção.
Louvo sim, os tarauacaenses que lutam para que nenhuma de nossas crianças ainda sejam avassaladas pelo fantasma da fome.
Agora a festa terminou. E nós aguardaremos anciosamente, não os festejos do ano que vem, mas a festa da justiça, onde todos os homens se reconhecerão como irmãos, comendo do mesmo pão, fruto do trabalho honesto...


Um esfarrapado cidadão

quarta-feira, 23 de abril de 2008

TK 7dois1


Janaína (vocal), Giovanni (guitarra e vocal), Randin (guitarra), Nilson (teclados), Leandro (batera) e Miltom (baixo)

Celular deve matar mais que o cigarro


O uso do celular deve matar mais que o cigarro em alguns anos,
segundo estudo de um médico australiano publicado na internet. Vini
Khurana, um neurocirurgião que recebeu 14 prêmios em 16 anos, pede
que a população use o aparelho o mínimo possível, principalmente
quando se trata de crianças.

O médico analisou cerca de cem trabalhos científicos publicados
sobre o tema para chegar às suas conclusões. Segundo ele, há ao
menos oito estudos clínicos que indicam uma ligação entre o uso de
celulares e certos tipos de tumor no cérebro.

“Já há previsões de que esse perigo tenha mais ramificações para a
saúde pública do que o amianto ou o fumo. Isso gera preocupações
para todos nós, especialmente com a geração mais nova”, afirma
Khurana, que é professor de neurocirurgia na Faculdade Nacional de
Medicina da Austrália, no estudo.

A comparação entre as mortes causadas por cigarro e por celular se
deve ao fato de, atualmente, cerca de 3 bilhões de pessoas usarem
esses aparelhos, número três vezes maior que o de fumantes, afirmou
ele ao jornal “The Independent”.

Processo lento
Para Khurana, ainda não há mais dados sobre o assunto pelo fato de a
intensificação no uso dos celulares ainda ser recente. Ele afirma
que o período de “incubação” –tempo entre o início da utilização do
aparelho e o diagnóstico do câncer em um indivíduo– dura de dez a
20 anos.

“Entre os anos de 2008 e 2012, nós teremos atingido o tempo
apropriado para começar a observar definitivamente o impacto dessa
tecnologia global nos índices de câncer de cérebro”, diz ele.

Para evitar o problema, Khurana sugere, entre outras medidas, que as
pessoas evitem ao máximo o uso do celular, dando preferência ao
telefone fixo. Ele pede também moderação no uso de Bluetooth e de
headsets (fone de ouvido com microfone) sem fio. Outra dica, de
acordo com o médico, é usar o viva-voz para falar, mantendo o
celular a pelo menos 20 cm da cabeça.

Em janeiro deste ano, o governo francês pediu “prudência” no uso de
celular pelas crianças, apesar de não ter dados científicos que
comprovem os malefícios do aparelho para a saúde.

O ministério pediu que as “famílias sejam prudentes e saibam usar
estes aparelhos”, lembrando que é recomendado o uso moderado do
celular, principalmente pelas crianças, “que são mais sensíveis
porque seus organismos ainda estão em desenvolvimento”.

Folha Online

domingo, 20 de abril de 2008

Equipe de esporte da Nova Era FM (Accioly - repórter; F. Salles - narador , Giovanni e Sebastian - Técnica)

S. O. S. TARAUACÁ (Núbia Wanderley)


Tarauacá quem tu foste
E hoje quem tu és
Só lama, água, poços
Buracos em todas as ruas
Não são estas as imagens que eu tinha tuas
Cadê os governantes?
Os “Zé” promessas aos montes
Só sabem puxar para si
O povo que ande na lama
E os governos ganhando fama
De fazer melhoras aqui
Está tudo de águas abaixo
Esgotos a céu aberto
Água para todos os lados
E o povo iludido
Arrependido de Ter se enganado
Mas agora é tarde demais
Queremos asfalto, esgoto
Uma cidade decente
Que nos orgulhe de nela viver
Pedimos ao governador
Que asfalto prometeu
E o inverno chegou
E o asfalto não apareceu
Pedimos ao prefeito
Tenha melhor consciência
Afinal ele foi eleito
Para fazer uma cidade decente
Criticou tanto o antecedente
E tanta coisa prometeu
E a cidade pede clemência
S. O. S. pelo amor de Deus
As ruas vivem na escuridão
Ajudando o vandalismo
Sejam cordatos governador e prefeito
Acabem com tudo isso
São vocês os responsáveis
Assumam seus compromissos.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

VIVÊNCIA - TK 7dois1


Nova Música

VIVÊNCIA (PAZINHA)
Essa dor que invade essa massa
Esse corpo, esse eu
Filhos da miséria, violência
Gente de meu deus

Noites congelantes, sol ardente
Sofrido povo meu
Velhos nas calçadas, nas escadas
Até a morte os esqueceu

Saio pelas ruas
A procura da paz, da esperança
Janelas fechadas
A noite traz o medo, o dia não veio
O fogo das armas
A guerra do medo, a lei do mais forte
A criança chora
E o velho padece nesse mundo velho
Meu senhor

Em cada dia que passa
Fica mais difícil viver
A violência nas ruas
Miséria e poder
Homens sem ter sentimentos
Jovens sem direção
Em cada rosto um lamento
Em cada ser, ambição

quinta-feira, 17 de abril de 2008

UM MAPA SOB MEUS OLHOS


Moisés Diniz
O debate sobre a mudança de fuso horário do Acre não pode entrar na fase do maniqueísmo. Uma luta dos doutores contra os políticos, como se bastasse a qualificação para definir quem tem razão. Eu, como sou do time dos políticos e, talvez por isso, já me tenham carimbado como um homo erectus em luta contra o homo sapiens, vou apenas apresentar esse mapa que foi feito depois do Neolítico.

Inicialmente quero estender o meu respeito a alguns pensadores que estão no time do homo habilis, como Toinho alves, Evandro Ferreira, Altino Machado e Mário José de Lima. Eles são hábeis em conduzir a argumentação por entre os cipoais da ciência e do senso comum.

Apesar da divergência, que é salutar, eu acredito que nós ainda vamos tomar um cafezinho no mesmo horário, sem que ninguém tenha que acordar mais cedo para isso!

Opção entre fusos
É preciso que se saiba que a hora de cada fuso tem, em seus meridianos, limites teóricos. Em outras palavras, a hora é aparente. Nem sempre uma linha imaginária, sobre um país, pode marcar, sem embaraços, um limite-horário indiscutível.

Opção que não incomoda
O meridiano de 45º que marca, no Brasil, o segundo fuso, cortaria, no seu limite oriental, os Estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe, o que significaria, para cada um destes Estados, uma diferença horária ao longo do meridiano de 45º. Dados os problemas que resultariam daí, para facilitar a questão, convencionou-se, neste caso, que o primeiro fuso, o qual engloba as ilhas oceânicas do Brasil, não incorpore aquela parte do continente, entregando-a ao segundo fuso.

Detalhadamente, os estados nordestinos de Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte têm dois fusos horários, de acordo com a Hora Legal, do Meridiano de Greenwich. Nesse caso, as capitais dos cinco estados ficariam no Fuso Um, o que significaria uma hora de diferença para Brasília. Olhe à direita no mapa, e verá que, nos cinco estados citados, o limite entre o primeiro e o segundo fuso foi desviado para a direita.

Observe que o desvio do limite teórico foi utilizado para colocar dentro do segundo fuso todo o território dos referidos estados, incluindo as capitais. Dessa forma, os cinco estados nordestinos ficaram com os seus territórios dentro do segundo fuso, a hora de Brasília. Isso ocorreu no dia 18 de junho de 1913, com a Lei 2.784. Essa negociação foi patrocinada pelos políticos desses cinco estados nordestinos. Isso aconteceu, repito, em 1913.

Igualmente, esse meridiano de 45º, no seu limite ocidental, cortaria o Amapá, o Pará, Mato Grosso, Goiás , o Paraná e o Rio Grande do Sul. Ficou também convencionado que o limite coerente, do segundo e terceiro fusos, deveria passar pela linha que, de norte para sul, deixando todo o Amapá para este, e, em seguida seguindo pelo rio Xingu até encontrar a geodésica que divide o Pará e Mato Grosso, continuando por esta divisória até o rio Araguaia, pelo qual prosseguiria, deixando os Estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul para o terceiro fuso e, finalmente, cedendo os Estados do Paraná e do Rio Grande do Sul para o segundo fuso.

Detalhadamente, os estados do Amapá, Mato Grosso e Mato grosso do Sul, que têm também dois fusos, optaram por ficar no terceiro fuso, a uma hora de diferença de Brasília. Já os estados do Paraná e Rio Grande do Sul optaram por ficar no segundo fuso, hora de Brasília. Novamente, os políticos de lá, em 1913, negociaram para que os seus estados tivessem apenas um fuso horário. Olhe novamente no mapa, e veja que os limites foram desviados. Em suma, os limites teóricos foram suprimidos para levar em conta os limites reais e as necessidades de cada estado.

De igual maneira, muitos países resolvem as suas diferenças horárias conforme as suas peculiaridades e interesses. Exemplo disso é o caso da Argentina, que teoricamente, se acha no fuso de quatro horas, mas que resolveu ficar situada no fuso de três horas, igual ao tempo de Brasília, a capital do maior país da América Latina.

Como você pode ver no mapa, apenas os estados de Rondônia, Acre, Roraima e Pará não fizeram opção por apenas um fuso para o conjunto de seus territórios. E por que? Analisemos um a um.

Pará
O estado é cortado literalmente ao meio e, considerando o gigantismo de seu território, não tinha como unificar em um único fuso.

Roraima e Rondônia
O território dos dois estados está totalmente dentro do terceiro fuso. Nenhuma argumentação valeria para retirá-los de lá. Confirme essa informação no mapa.

Acre
Como você pode ver no mapa, o Acre é o único estado do Brasil que, mesmo tendo dois fusos, não fez opção apenas por um. A parte principal do estado, incluindo a capital, ficou no quarto fuso e apenas um município, Porto Acre, ficou no Terceiro Fuso, de acordo com a lei de 1913.

Publicado por ALTINO MACHADO

terça-feira, 15 de abril de 2008

DEU NO PÁGINA 20


Tarauacá pronta para crescer com a BR


Ex-vereador Chagas Batista aponta as potencialidades para seu município ser um dos mais prósperos do Acre



Tarauacá luta, quer e está preparada para crescer social e economicamente a partir da conclusão da pavimentação da BR-364. Quem garante isso é o ex-vereador Chagas Batista, uma das figuras mais populares do município mais conhecido como terra do abacaxi gigante.
Ex-vereador por três mandatos pelo PCdoB e candidato derrotado a prefeito nas eleições de 2004 por apenas 440 votos, num universo de 15 mil eleitores, Chagas Batista conhece a sua terra natal na ponta do lápis e nas muitas viagens que fez a pé, a cavalo e em barco pelos muitos rios da região, detentora de uma das maiores bacias hidrográficas do mundo.
Da cidade até o rio Acuraua, região que ele diz ser a mais abandonada que já visitou no município, Chagas Batista testemunha que todos os tarauacaenses estão ansiosos e muito esperançosos pela chegada da integração que vai representar a conclusão do asfalto da rodovia, um sonho muito antigo e acalentado por todo o povo do Vale do Juruá.

Prevista pelo governo do estado para ser concluída até 2010, a pavimentação da rodovia federal que corta o município também já contamina, segundo Batista, os 10 mil índios, seringueiros, pequenos agricultores e outros povos da floresta que habitam os rios Tarauacá, Murú, Humaitá, Acuraua, Gregório, Tauary e Liberdade.
Antes mesmo de ser concluída, o asfalto da BR-364, segundo lembra o ex-vereador, já integra entre si as populações da maioria do Vale do Juruá, começando em Feijó, passando por Tarauacá e indo até Cruzeiro do Sul, considerada a capital da região mais preservada do Acre em termos de floresta.
Essa integração “interna”, segundo Chagas Batista, já permitiu a Tarauacá, por exemplo, exportar quase a metade da carne bovina consumida hoje pela população de Cruzeiro do Sul, de onde os tarauacaenses já se abastecem regularmente de combustíveis, um dos maiores problemas causados no passado pelo isolamento do município.

“Os postos daqui precisavam abastecer no inverno das águas para passar todo o verão consumindo o combustível. Quando faltava, tinha que ficar carregando o combustível em canoinhas no rio raso”, lembra Chagas Batista, durante entrevista por telefone ao Página 20, em que discorreu como seu município, de 32.171 habitantes e 15.553 quilômetros quadrados, segundo dados do IBGE, está se preparando para se integrar a Rio Branco e ao restante do país e do mundo.
Segundo Batista, se for perguntado ao cidadão mais pessimista de seu município ele vai dizer que acredita, sim, na integração trazida pela BR. “Pela primeira vez na história da nossa região, não há um só cidadão que não acredite que a conclusão e integração do Juruá não seja uma realidade”, assinala o ex-vereador.
Para Chagas Batista, a população de Tarauacá não só acredita, como está preparada para se integrar às outras regiões do estado. Ele diz que está fazendo parte de um grande grupo de pessoas que vêm discutindo sobre o que Tarauacá fará para crescer econômica e socialmente com a pavimentação da rodovia. “Estamos debatendo e listando as áreas em que Tarauacá pode crescer a partir da integração de nossa rodovia. Todos estão interessados numa Tarauacá justa e desenvolvida”, assinala Batista.
Muitas riquezas para ser exploradas
Segundo o ex-vereador Chagas Batista, Tarauacá pode crescer a partir do fortalecimento do extrativismo das riquezas naturais existentes em sua floresta, na produção de frutas regionais, e não só abacaxi, na produção de carne e produtos agrícola e no ecoturismo, entre outras áreas de alto potencial econômico do município.

Os debates do grupo, segundo Chagas Batista, culminaram com a realização, na semana passada, do I Fórum Econômico e Social de Tarauacá, destinado justamente para as pessoas discutirem as potencialidades econômicas do município. Debatendo em cima do tema “Novas idéias para cuidar de Tarauacá”, o primeiro fórum contou com a participação de pessoas de todos os setores da sociedade tarauacaense, inclusive de agentes governamentais.
“O fórum teve por objetivo definir propostas de políticas públicas e de um programa de governo para nosso município”, diz Batista, ao acrescentar que as propostas serão colocadas em prática através de uma gestão democrática e popular jamais vista no município.

O resultado do fórum, aliás, será usado como plataforma política para a Frente Popular disputar as eleições municípios deste ano. Ainda sem candidato a prefeito, a frente envolve lideranças vinculadas ao PT, PCdoB, PSB, PDT, PV, PSDB, PT do B, PR e outros partidos.
“Não definimos ainda o candidato, pois o que estamos fazendo nesse momento é unir as pessoas, os partidos, é discutir o projeto de governo para Tarauacá. Meu nome está colocado nessa discussão, assim como tem nome do PT”, revela Batista, que semana passada ligou para o senador Tião Viana, uma das maiores lideranças petistas do estado, para colocá-lo a par da movimentação política que está sendo dando em Tarauacá para transformá-lo num dos municípios mais prósperos do ponto de visto econômico e social do Acre.

A proposta de um governo democrático e popular para Tarauacá, segundo o ex-vereador, terá como meta fazer crescer a geração de emprego e renda no município, tirando-o da condição de região detentora dos piores indicadores sociais do Brasil. Em termos de mortalidade infantil, lembra Chagas Batista, Tarauacá está entre os 20 municípios brasileiros com os índices mais elevados.

Hoje com 46 anos, casado, pai de três filhos, o tarauacaense Chagas Batista é originário do movimento sindical, tendo contribuído na década de 80 para soerguer o sindicato dos trabalhadores rurais. Militante do partido que hoje preside desde 1985, Chagas Batista diz estar consciente de ter chegada a hora de Tarauacá dar a grande virada rumo ao progresso social e econômico.

“Está na hora de dar uma vida nova para as mulheres de Tarauacá que estão rodeadas de crianças barrigudas, anêmicas, a espera do próximo filho que não demora a nascer”, afirma Chagas Batista, ao acrescentar que no meio rural do município os homens, também fragilizados, não dispõem de apoio para plantar, colher, transportar e comercializar a sua produção. “A juventude de nosso município, sem meios de diversão e esportes para extravasar suas energias e sem incentivo para produzir, encontra no alcoolismo, muitas vezes, a oportunidade para desabafar suas máguas”, diz Batista.

O movimento por uma Tarauacá desenvolvida social e economicamente, segundo Chagas Batista, terá também por objetivo varrer para sempre do município o acúmulo de bens por parte dos dirigentes municipais, que enriquecem às custas do erário público. Enquanto o município ostenta os piores índices sociais do país, seu atual prefeito, de acordo com Batista, assumiu o cargo declarando ter uma motocicleta usada e uma casa em construção e hoje já disporia, entre os seus bens, de três fazendas de gado no município.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

O DIA DA MULHER


Enquanto na cidade a prefeitura enchia balãozinho colorido e empanturrava as mulheres pobres com churrasaco e muita ilusão, a UNIÃO TARAUACAENSE DE MULHERES - UTM, realizava encontros na zona rural. Palestras, informações e esperança para as trabalhadoras rurais.
Essa foto revela o caráter do encontro.

Retratos de Tarauacá

















A Alagação em Tarauacá no início do mês de abril revelou a realidade da vida dos mais pobres.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

A Hora Do Trem Passar - Raul Seixas


Você tão calada e eu com medo de falar
Já não sei se é hora de partir ou de chegar
Onde eu passo agora não consigo te encontrar
Ou você já esteve aqui ou nunca vai estar

Tudo já passou, o trem passou, o barco vai
Isso é tão estranho que eu nem sei como explicar
Diga, meu amor, pois eu preciso escolher
Apagar as luzes, ficar perto de você
Ou aproveitar a solidão do amanhecer
Prá ver tudo aquilo que eu tenho que saber

Aprovada redução do fuso horário na região Norte e na Amazônia


O plenário aprovou, nesta quarta-feira, dia 9, substitutivo da Câmara dos Deputados ao Projeto de Lei do Senado (PLS) 305/07, do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que estabelece a redução do fuso horário vigente no Estado do Acre e em parte do Estado do Amazonas.
A proposta original é do senador Tião Viana. Essas áreas passarão a obedecer agora ao fuso “Greenwich menos quatro horas”, em substituição ao “Greenwich menos cinco horas”.
A proposição também atinge o Estado do Pará, que passará a ser enquadrado no limite “Greenwich menos três horas” - o mesmo horário de Brasília -, em substituição ao limite vigente de “Greenwich menos quatro horas”.
Em apoio à proposta aprovada, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) lembrou que, assim como o horário de verão causa desconforto principalmente aos trabalhadores das regiões Sul, Sudeste, e Centro-Oeste, as diferenças de fuso horário nos estados amazônicos eram ainda mais radicais, tornando difícil a rotina, que poderá mudar para melhor depois da lei aprovada conforme salientou. A matéria agora vai à sanção do presidente da República.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

IMAGEM DE ARQUIVO PESSOAL


PASSEATAS SE TORNARAM UMA MARCA NA DISPUTA ELEITORAL EM TARAUACÁ

Projeto prevê proibição de bebida alcóolica nas rodovias estaduais

O deputado Donald Fernandes (PSDB) apresentou nesta terça, na Assembléia Legislativa, um projeto de lei proibindo o comércio de bebidas alcoólicas nas rodovias estaduais. De acordo com o parlamentar, a medida visa reduzir o índice de acidentes de trânsito nas estradas.
"Nao tenho medo de perder votos. Quero que as famílias entendam que quero protegê-las. Temos aqui no Acre um índice muito alto de acidentes nas estradas envolvendo o álcool".

Ele citou ainda um estudo recente da Universidade Federal do Rio de Janeiro mostrando que 75% das ocorrências de trânsito estão relacionadas com o consumo de bebidas alcoólicas.
Fernandes disse ainda, que seu projeto é baseado na legislação proibitiva do comércio de bebidas alcoólicas nas rodovias federais. "

Precisamos combater esse mal. O fator de acidente é evidente quando há álcool envolvido".
[A informação é da Agência Aleac]

Retrocesso na TV

Em nome da moral e dos bons costumes, o Acre retrocedeu décadas no tocante à comunicação.

Tudo porque uma portaria do Ministério da Justiça resolveu decidir o que é bom ou ruim para o telespectador.

A portaria define a classificação de programas de TV em regiões com fusos horários diferentes ao de Brasília

A partir de hoje, toda a programação das emissoras de televisão serão gravadas para passar em horário similar ao que passa na Capital da República.

Isso é um absurdo. O acreano assistirá ao Jornal Nacional, por exemplo, quando os demais estados do país estiverem assistindo ao Jornal da Globo.

As partidas de futebol serão assistidas por meio de vídeo tape. Quando as torcidas estiverem comemorando, os acreanos ainda ficarão no compasso de espera.

Não sou tão velho, mas lembro que assisti a Copa do Mundo de 1974 desta forma. Lá se foram 34 anos. A de 1978 foi ao vivo.

O prejuízo é enorme, principalmente numa era de informação plena e rápida.

Não cabe à Justiça determinar o que os meus, os seus e os nossos filhos devem assistir. Os pais são os responsáveis pelo o acontece dentro das suas casas. É o cerceamento das liberdades individuais previstas na Constituição.

O Ministério da Justiça está prestando um desserviço à sociedade.

As pornografias estão nas ruas de todas as formas. Sejam praticadas em forma da depravação social, seja da depravação política. Não será o que passa nas novelas que vai mudar a realidade.

Caso uma medida absurda como essa não seja derrubada, o primeiro efeito será o aumento das vendas de antenas parabólicas.

E o mais interessante, pessoas que moram dentro da floresta e foram beneficiadas por meio do Programa Luz para Todos assistirão aos programas primeiro do que quem mora na capital.

Também foram atingidos com a medida os estados Mato Grosso, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima.

LEONILDO ROSAS

PT E PC do B de Tarauacá realizam reunião histórica depois de dez anos.

As duas principais forças políticas da Frente Popular do município de Tarauacá realizaram na noite de terça feira, 08 de abril, uma importante reunião entre suas direções.

Pelo PT participaram:

Francisco da Assis Souza, atual presidente do PT,
Tadeu Moreira, Josman Néri, Professora Francisca Aragão e os Vereadores Valdor do Ó, Carlinhos Félix e Ezi Aragão. A ausência do ex-prefeito Jasone Silva foi justificada. O mesmo estava de plantão no hospital da cidade.

Pelo PcdoB

Chagas Batista presidente do Diretório Municipal.
Francelina Martins, José Sidenir, Raimundo Accioly, Manoel Monteiro e os Vereadores Luiz Meleiro e Hugo Júnior.


A palavra de ordem defendida pelas duas direções foi a UNIDADE das forças democráticas no município com vistas às eleições de outubro.
“A militância que se prepare, vem aí a frente popular unida e forte”, comentou Chagas Batista presidente do PC do B,

POVO RESITE AO SOFRIMENTO



























Sem o apoio devido da prefeitura que não distribuiu sequer um kilo de alimento, o povo resistiu a grande enchente dos rios Tarauacá e Murú.