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terça-feira, 2 de julho de 2013

Moisés Diniz: “É injusto ter 14 milhões para a mídia e três milhões para a Denfesoria Pública”


Ray Melo, da redação de ac24horas

O ex-líder de Sebastião Viana (PT), na Aleac, deputado Moisés Diniz (PCdoB) fez um pronunciamento contundente na manhã desta terça-feira (2), na tribuna. O comunista afirmou que não votará mais de acordo com a orientação da FPA, assinou a PEC contra a pensão de ex-governador e criticou a distribuição de verbas que o Governo do Acre faz para a mídia e Defensoria Pública. Diniz deu evidências de um possível rompimento de seu partido com o PT.

“Quando mudamos de posição as pessoas estranham, mas até os rios escolhem a direção de suas águas. Não concorremos em concurso público para chegarmos ao mandato. Estamos aqui pela vontade da periferia, que não consegue concorrer com a elite. Fomos eleitos pelo povo, que foi as ruas que querem Educação, Saúde padrão Fifa e transporte coletivo de qualidade, pois o rico anda de carros com ar-condicionado ou helicóptero”, enfatiza Moisés Diniz.

O comunista destacou ainda, que sua mudança de orientação política seria pelo “povo que anda de pé nos ônibus. Era para ter ação no STF, pois a lei obriga cinto, e pobre anda agarrado pois não tem como sentar. O povo foi as ruas e nos temos que respeitar os sentimentos do povo brasileiro. Diga o que quiser mas eu vou seguir o sentimento das ruas. Não aceito mais aposentadoria de ex-governadores, por isso assinei a PEC”, afirma Diniz.

O deputado justificou sua assinatura na PEC 02/2013 – que extingue a pensão de ex-governador destacando que não teria mais compromisso em seguir orientações de seu bloco político, já que não seria mais líder do governo. “Se eu ainda fosse líder do governo cometeria um erro político assinar sem consultar base, mas eu não sou mais líder, eu sou deputado comum. Portanto, tenho direito de votar com minha consciência e não vou abrir uma virgula nesta condição”.

Moisés Diniz fez ainda, duras críticas ao valor da verba de mídia do Governo do Acre, que de acordo com ele, seria superior ao repasse da Defensoria Pública. “Nós precisávamos em determinado momento, rever os valores pagos na área de comunicação. Muitas vezes tentei na FPA, desde quando fui líder de Binho Marques, achar que precisava rediscutir o papel da mídia e estes recursos que vão para comunicação. Não me senti covarde, como líder, tinha que discutir dentro da base. Destinar R$ 14 milhões para mídia e R$ 3 milhões para Defensoria é injusto. Se tirar R$ 1 milhão aumenta em 30% e tira 6% a comunicação, não vai acabar os jornais, não vai fechar jornais, e o pobre vai ser amparado no interior do Acre e na periferia. Este é o meu coração e ninguém vai mudar”, finaliza Moisés Diniz.

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