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domingo, 31 de março de 2013

Bom domingo


NÍVER DA VANUSA

MENSAGEM: "Meu amor estou muito feliz hoje, cheio de alegria por saber que você está fazendo mais um aniversário, eu quero desejar tudo de bom pra você, que continue sendo esse encanto de pessoa que me conquistou e que mexe profundamente comigo e me faz feliz sempre, quero lhe dizer que me sinto muito bem por estar ao seu lado. Que você seja sempre feliz, realizando seus sonhos e que eu esteja junto a você aplaudindo de pé todas as suas vitórias, outros aniversários viram e eu quero estar junto de você, compartilhando momentos, sonhos e te amando. Parabéns, o aniversário é seu mais eu estou roubando um pouco dessa felicidade através do seu carinho, dessa sensação gostosa que você faz brotar em mim. Que esta data lhe traga alegrias, satisfação e sonhos realizados, obrigada por estar comigo nesta data tão importante. Te Amo Muito, te peço que sempre me olhe e me veja na direção dos seus caminhos e da sua felicidade. Seja muito feliz!!!Que todos os seus desejos se realizem, pois você merece. Feliz aniversário! De quem te ama muito"

De Vanilson Nascimento e seu filho Eduardo.

Alugo ponto comercial em Tarauacá


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Rua Epaminondas Jácome, (Rua do aeroporto)
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sábado, 30 de março de 2013

TARAUACÁ: Moradores da Cohab fazem protesto bem humorado contra o Programa Ruas do Povo.

Moradores protesta em Tarauacá

Moradores da Rua José Higino no Bairro da Cohab em Tarauacá, fizeram um protesto bem humorado por conta das condições em que a mesma se encontra. A Rua foi pavimentada em outubro de 2011 (veja AQUI), entregue à comunidade pelo próprio Governador Tião Viana e hoje se encontra nessa situação. 

Governador entregou a rua em 9 de outubro de 2011

A comunidade cobra uma explicação do governo e exige que seja realizado um trabalho de recuperação com urgência. Muitas ruas pavimentadas pelo programa Ruas do Povo em Tarauacá estão nessas mesmas condições.

foto: Facebook Evandro Dias

DJS TARAUACAENSES AGITAM SENA MADUREIRA NESTE SÁBADO DE ALELUIA

Uma super festa no espaço Cenário Parque em Sena Madureira , promete agitar o sábado de aleluia na cidade. A boa novidade são os tops djs tarauacaenses Júnior Meireles e Jádson Ruslan.
Vale conferir.

Significado de Sábado de Aleluia

Sábado de Aleluia é um dia de comemoração no calendário de feriados religiosos do Cristianismo, sempre antes da Páscoa. O Sábado de Aleluia é o último dia da Semana Santa.

O Sábado Santo pode cair entre 21 de março e 24 de abril, e nesse sábado é celebrada a Vigília pascal depois do anoitecer, dando início à Páscoa. Sábado de Aleluia é o sábado anterior ao domingo de Páscoa, onde acende-se o Círio Pascal, uma grande vela que simboliza a luz de Cristo, que ilumina o mundo. Na vela, estão gravadas as letras gregas Alfa e Ômega, que querem dizer "Deus é o princípio e o fim de tudo”.

Na tradição católica, os altares são descobertos, pois assim como na Sexta-Feira Santa, não se celebra a Eucaristia. As únicas celebrações que fazem parte é a Liturgia das Horas. Além da Eucaristia, é proibido celebrar qualquer outro sacramento, exceto o da confissão.

Antes de 1970, no sábado de aleluia os católicos romanos deveriam praticar um jejum limitado, como abstinência de carne de gado, mas poderiam consumir peixe, etc. É também no Sábado de Aleluia que se faz a tradicional Malhação de Judas, representando a morte de Judas Iscariotes.

MOISÉS DINIZ ESCREVE: "COMUNISTAS DE AÇO E PAIXÃO"

91 anos é um tempo largo. Quantos de nós gostaríamos de chegar até lá. Essa é a idade do velho PCdoB, com os seus cabelos brancos e a sua rebeldia.

Nesses 91 anos sentimos orgulho pelo tempo de luta e de resistência.

Mas também sentimos remorso pelos que caíram por nossa culpa, pelos que verteram sangue inocente nas lutas do povo brasileiro, na guerrilha e na luta dos sem-terra, dos indígenas, dos negros, dos religiosos combatentes, dos camponeses, daqueles que não viram o seu filho crescer.

Nesses 91 anos sentimos orgulho pelo tempo de luta e de resistência.

Mas também pedimos perdão pela arrogância e pela insistência em achar que éramos melhores do que os outros, por todas as vezes em que fomos unilaterais, quando devíamos abraçar o diálogo e a convergência, quando decretamos que a nossa verdade era única e deixamos de olhar para os argumentos do outro.

E por conta disso, o povo não nos seguiu. Na sua imensa sabedoria, o povo constatou que nós não estávamos prontos para cuidar do seu destino, porque viu em nós arrogância, porque viu em nós intolerância, porque viu em nós verdades únicas.

Estamos mais leves na ideologia, porque entendemos que a verdade é uma construção, coletiva, compartilhada. Aprendemos que partido único é aberração, num país plural e diverso, na cultura, na rica regionalidade, em todas as formas de tribos, na religião.

Partido único trazia verdade única, sindicato, igreja, cátedra e até pensamento. Tudo era único e o que fosse adverso, reflexivo, era subversivo, exclusão.

Estamos mais leves também na política, mais afeitos a ouvir e respeitar o contraditório, capazes de perceber que o adversário político de hoje pode ser o aliado de amanhã, porque não trabalhamos o personagem, mas a ideia.

Vencemos nosso impulso maniqueísta, naquela eterna luta entre o bem e o mal. Nossa luta aqui é pelo bem comum, por vida digna para os acreanos. Aquele que quiser, pode a nós se juntar. Só pedimos que não olhe para trás, apenas abrace o sonho da vida digna e sustentável.

Nesses 91 anos queremos nos orgulhar, queremos refletir, queremos rezar, orar. Sim, rezar e orar, por que não? Deus não é propriedade da Opus Dei ou de qualquer teólogo. Deus agora também faz parte das nossas orações e até protege a nossa ideologia.

Nesses 91 anos queremos pedir perdão por toda dor que golpeou a humanidade, pelo tempo perdido que deixamos de lutar e de proteger os mais fracos, pela omissão, pela preguiça em ir aos bairros, às aldeias indígenas, organizar aqueles que precisam de organização, para lutar, para resistir, para amar aqueles que precisam de amor.

Escrito por Moisés Diniz

Falecimento do Senhor Alberico Gomes Quirino

Alberico Gomes Quirino

Morreu ontem (29), em Rio Branco, Alberico Gomes Quirino, 84 anos, viúvo, deixando 8 filhos, vários netos, bisnetos e um treta neto. Seu corpo será sepultado hoje em Tarauacá. 

informações do Blog do Professor Valtemir

Governo envia ajuda às famílias atingidas pela cheia que residem em áreas do rio Liberdade

O governador Tião Viana enviou a Cruzeiro do Sul, equipe para prestar assistência às famílias que residem em áreas do rio Liberdade, atingidas pela cheia. Sob o comando do coronel Gundim da Defesa Civil Estadual e do comandante-geral do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Flores, a estratégia de ação consiste em mapear a área para saber a real situação, e após elaborar uma estratégia de ajuda aos desabrigados.

Segundo informações da regional do Corpo de Bombeiros de Tarauacá, 180 famílias que residem na área, que também compreende a reserva extrativista do rio Liberdade, foram atingidas pela cheia, e o número de desabrigados chega a mil pessoas.

Rose Farias - Agência Acre

sexta-feira, 29 de março de 2013

Relatório do FBI sobre encontro de 'discos voadores' faz sucesso online: Documento foi enviado ao diretor da polícia federal dos EUA em 1950. Memorando fala de encontro de discos com corpos de humanoides.

Documento foi enviado ao diretor da polícia federal dos EUA em 1950. (Foto: AP)

Um relatório do FBI (polícia federal dos EUA) sobre "discos voadores" no estado do Novo México, enviado ao então diretor J. Edgar Hoover em 1950, tornou-se o arquivo mais popular no site da instituição.

O memorando, mandado pelo então chefe do escritório do FBI em Washington, Guy Hottel, foi visto quase um milhão de vezes, segundo a imprensa americana.

O documento relata que três "discos voadores" teriam sido recuperados no Novo México, cada um deles ocupado por três pequenos corpos humanoides.

Ele diz que um informante disse a policiais que os objetos voadores não identificados caíram porque um radar do governo interferiu em seus controles.

Aparentemente, o FBI nunca investigou os fatos relatados.

O memorante está disponível em um site lançado pelo FBI em 2011, com cerca de 6.700 documentos públicos.

do G1

Mike do Mosqueiro morre atropelado

O cantor "Mike do Mosqueiro", celebridade instantânea que ganhou sucesso com o hit da web "Tchanana nanana", morreu atropelado na madrugada desta sexta-feira (29), no distrito de Mosqueiro, região metropolitana de Belém. Segundo informações da Polícia Militar (PM), o atropelamento aconteceu na rua 16 de Novembro, na localidade próxima à praia do Chapéu Virado.

De acordo com o major Vallinoto, da PM, Mike caminhava pela pista "cambaleando", por estar sob efeito de álcool. Segundo o policial, o motorista de uma kombi que passava pelo local não o viu e acabou atropelando Mike.

Segundo as informações do major da PM, Mike morreu na hora. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu à batida. O corpo da vítima foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML), em Belém, e liberado no final desta manhã.

A Agência Distrital de Mosqueiro se responsabilizou pelo velório e enterro de Mike, marcados para o final da tarde desta sexta-feira (29). O enterro será às 17h, no Cemitério São José, no bairro de Maracajá.

Mike do Mosqueiro
Com mais de 10 milhões de visualizações na web, o vídeo "Tchanana nanana" deixou Mike conhecido no seu estado e no Brasil. Em março de 2010, ele participou do quadro "Se Vira Nos 30" do programa do Faustão e ganhou a plateia com sua simpatia.

Mesmo após ganhar uma quantia em dinheiro com o sucesso, segundo informações da polícia, Mike tinha envolvimento com álcool e drogas e acabou gastando todo o seu dinheiro. De acordo com a polícia em Mosqueiro, ultimamente, ele vivia vagando pelas ruas, sem fixar residência.

Natália MelloDo G1 PA

TARAUACÁ: SEGUNDO DIA DA FEIRA DO PEIXE



Centenário de Júlio Ferreira Lima, o Seu Júlio Cachico

Seu Júlio Cachico, 100 anos!

Há cem anos nascia Júlio Ferreira Lima, popularmente conhecido em Tarauacá como seu “Júlio Cachico”. Agricultor, seringueiro, comerciante. Nasceu em 29 de março de 1913. À época que nossa cidade nascia. Descendente de nordestinos habitou o alto Rio Murú durante muitos anos, passando a morar próximo a Tarauacá, lá nas “Oito Praias”, no Rio Murú.
Anos depois mudou-se para a rua Manoel Lourenço, bairro da Praia, onde viveu até o fim de seus dias; dedicando-se ao comércio nas décadas de 70, 80 e início da década de 90. Com problemas na visão em decorrência das horas a fio em que passava defumando leite de seringa, a partir daí ficou impossibilitado de continuar exercendo a atividade comercial.
Casou-se com a D. Alzira. Dessa união nasceram, entre homens e mulheres, sete filhos: Raimundo (in memorian), Francisquinha, Peixoto (in memorian), Jóia, Cleta, Elmar e Eldon (in memorian). Depois, já na cidade, adotaram o Amiraldo. E a história familiar continua com netos, bisnetos e tataranetos. Gerações e gerações. Homem de conduta exemplar nos ensinou valores importantes, tais como: trabalhar, suar pelo próprio sustento; viver as próprias custas; respeitar as pessoas.
Dele herdei a paixão pelo Vasco da Gama, pela política, a boa prosa, escutar música e uma mesa farta. Recentemente também descobri que herdei o gosto pelo chá Hoasca. Pois naquela época de seringal Colombo, décadas de 50 e 60, ele bebeu por diversas vezes o Cipó – um dos nomes dado a esse chá milenar utilizado pelos povos amazônicos, conhecido aqui no Acre e ao redor do mundo também como Ayahuasca, Vegetal, Daime, dentre outros. Naquela época, lá no seringal, esse chá era preparado pelos irmãos Jaqueson e Gerson Furtado. Era um apreciador dessa cultura ancestral amazônica da qual hoje também faço parte.
Outra coisa que eu admirava era sua prosa. Cena comum naquela época com seus amigos mais próximos – especialmente à noite em sua casa. Ainda lembro de alguns habituais: Chico Sérgio, Orlando Marques, Joca Teles, Luiz Melo, Paulo Lins, Sebastião Gonzaga, Salustiano, Ubaldo Patoá, Rames e Samir Eleamen, dentre outros.
Era gostoso vê-los conversando, contando “causos”. Logo cedo, em sua loja, era possível reencontrá-los para tomar o cafezinho quente da dona Alzira – minha amada avó. Sua loja também era ponto de encontro das pessoas, seus fregueses, vindos dos seringais. Onde todos eram bem tratados e atendidos sem distinção de cor, credo e classe social.
Seu Júlio não era aquele homem brincalhão, mas também não era ranzinza. Lembro-me de tê-lo visto aborrecido apenas uma vez. Em 1985, escolha para o candidato a prefeito de Tarauacá. Ele partidário e convencional do velho MDB, tinha preferência pessoal pelo Sr. Chico Sérgio. A cúpula partidária da época sabedora disso o excluiu para que ele não participasse da convenção. Dali em diante afastou-se do ativismo político. Também não era aquele homem religioso, carola. Mas tinha uma imensa fé em Deus e uma devoção a Santo Antônio, mantendo uma pequena imagem de chumbo no caixa da loja. Eu o perguntava por que aquilo? Ele dizia que era pra dar sorte. Eu acho que dava mesmo. Ele me falava de uns livramentos acontecidos em razão dessa devoção.
Ainda jovem, na transição da infância pra adolescência, ganhei dele o “primeiro emprego” – vendedor. Entre uma coisa e outra ele já me ensinava na prática princípios que me servem até hoje: honestidade e integridade. Naquela época a maioria dos produtos ainda vinha a granel: arroz, feijão, açúcar etc. Muitas vezes a tarefa de pesar aqueles produtos era minha. Mas ele observava atentamente a pesagem para verificar se estava correta, se não estava faltando alguma coisa, e sempre aquela voz: - “deixa passar um pouquinho que não faz mal!”.
Disso lembro vagamente, mas minha mãe conta que eu com uns seis ou sete anos já lia. E como é natural essa afetividade do neto pelo avô e vice-versa, eu adorava a sua companhia. Assim eu ia muito a sua loja. Então ele me colocava pra ler aqueles folhetos de literatura de cordel pros seus amigos ouvir. Aquilo lhe dava uma enorme satisfação. Deixava-o lisonjeado.
Em 1982 aconteceu a primeira eleição majoritária e proporcional após a redemocratização. Eu, ainda menino, ficava ensinando as pessoas adultas a votar no Nabor Júnior, Mário Maia e nos outros candidatos do MDB. Era o tempo do voto camarão. Deu até vontade de rir agora! Incutindo em mim – subliminarmente – a vontade de participar ativamente da vida política. Eleição em interior era festa. Eu gostava daquele movimento. As regras não eram tão rígidas quanto agora. Enfim, como falei: era festa! Os que têm mais idade com certeza lembrarão dos folclóricos comícios de antigamente em Tarauacá.
Como era bom naquelas manhãs em que ficávamos na loja dele vendendo, conversando, ouvindo o rádio que ficava o dia todo ligado. Ele adorava escutar a programação da Rádio Nacional da Amazônia. Márcia Ferreira, Edelson Moura, José Neri e Paulo Torres. Esses eram seus locutores prediletos. A vida era mais amena, simples e adorável naquela época. Até hoje ainda adoro ouvir rádio. Já não é por meio daqueles rádios bonitos que ele tinha – e que de vez em quando eu os desmontava, agora é no carro ou pela internet, pois os tempos mudaram, mas preservei a cultura aprendida na infância.
Homem de bom coração, uma referência pra mim. Ainda guardo comigo o amor que sinto por ele. Até hoje a saudade que sinto permeia suavemente meu pensamento. Mais que um neto eu era seu fã! Queria ter convivido com ele numa fase mais adulta, ter aprendido mais coisas. Mas as coisas duram o tempo suficiente para tornarem-se inesquecíveis.
Lembro que quando comecei a trabalhar na Rádio Difusora de Tarauacá, em seu último aniversário em vida, ele me pediu que pusesse pra tocar uma música do Roberto Carlos: Meu querido, meu velho, meu amigo. Não lembro por que cargas d’água não fiz isso. Isso me dói até hoje.
Faleceu em novembro de 1992, vítima de um câncer na próstata. Com essa homenagem póstuma no centenário de seu nascimento terminarei com uns versos dessa música do Rei! E viva o centenário de Júlio Ferreira Lima! Viva o centenário de Tarauacá!

“Esses seus cabelos brancos, bonitos, esse olhar cansado, profundo
Me dizendo coisas, um grito, me ensinando tanto, do mundo...
E esses passos lentos, de agora, caminhando sempre comigo,
Já correram tanto, na vida, meu querido, meu velho, meu amigo.”

Jean Carlos Freire Lima
Administrador
Servidor da Justiça Eleitoral
Acadêmico de Direito

Significado da Sexta-Feira Santa

A Sexta-feira Santa, ou 'Sexta-feira da Paixão', é a Sexta-feira antes do Domingo de Páscoa. É a data em que os cristãos lembram o julgamento, paixão, crucificação, morte e sepultura de Jesus Cristo, através de diversos ritos religiosos.

Segundo a tradição cristã, a ressurreição de Cristo aconteceu no domingo seguinte ao dia 14 de Nisã, no calendário hebraico. A mesma tradição refere ser esse o terceiro dia desde a morte. Assim, contando a partir do domingo, e sabendo que o costume judaico, tal como o romano, contava o primeiro e o último dia, chega-se à sexta-feira como dia da morte de Cristo.

A Sexta-feira Santa é um feriado móvel que serve de referência para outras datas. É calculado como sendo a primeira Sexta-feira de lua cheia após o equinócio de outono no hemisfério sul ou o equinócio de primavera no hemisfério norte, podendo ocorrer entre 22 de março e 25 de abril.

Na Igreja Católica, este dia pertence ao Tríduo pascal, o mais importante período do ano litúrgico. A Igreja celebra e contempla a paixão e morte de Cristo, pelo que é o único dia em que não se celebra, em absoluto, a Eucaristia.

Por ser um dia em que se contempla de modo especial Cristo crucificado, as regras litúrgicas prescrevem que neste dia e no seguinte (Sábado Santo) se venere o crucifixo com o gesto da genuflexão, ou seja, de joelhos.

No entanto, mesmo sem a celebração da missa, tem lugar, no rito romano, uma celebração litúrgica própria deste dia. Tal celebração tem alguma semelhança com a celebração da Eucaristia, na sua estrutura, mas difere essencialmente desta pelo facto de não ter Oração eucarística, a mais importante parte da missa católica.

A celebração da morte do Senhor consiste, resumidamente, na adoração de Cristo crucificado, precedida por uma liturgia da Palavra e seguida pela comunhão eucarística dos participantes. Presidida por um presbítero ou bispo, paramentado como para a missa, de cor vermelha, a celebração segue esta estrutura:

•Entrada em silêncio do presidente e dos ministros, que se prostram em adoração diante do altar oração colecta.

•Liturgia da Palavra: leitura do livro de Isaías (quarto cântico do servo de Javé, Is 52,13-53,12), salmo 31 (30), leitura da Epístola aos Hebreus (Hebr 4, 14-16; 5, 7-9), aclamação ao Evangelho e leitura do Evangelho da Paixão segundo João (Jo 18,1-19,42, geralmente em forma dialogada).

•Homilia e silêncio de reflexão.

•Oração Universal, mais longa e solene do que a da missa, seguindo o esquema intenção – silêncio – oração do presidente.

•Adoração da Cruz: a cruz é apresentada aos fiéis e adorada ao som de cânticos.

•Pai Nosso

•Comunhão dos fiéis presentes. Toma-se pão consagrado no dia anterior, Quinta-Feira Santa.

•Oração depois da comunhão.

•Oração sobre o povo.

Obs: Em muitas cidades históricas como: Paraty, Ouro Preto, Pirenópolis e Jaraguá - GO a Celebração da Paixão e Morte do Senhor é procedida da Procissão do Enterro, também conhecida como Procissão do Senhor Morto, em que são cantados motetos em latim.

Toda a liturgia católica deste dia está em função de Cristo crucificado. Assim, a liturgia da Palavra pretende introduzir os fiéis no mistério do sofrimento e da morte de Jesus, que assim aparece como uma acção livre de Cristo em ordem à salvação de toda a humanidade.

A veneração da cruz, símbolo da salvação, pretende dar expressão concreta à adoração de Cristo crucificado.

A comunhão eucarística é, para a Igreja, a forma mais perfeita de união com o Mistério pascal de Cristo, e por isso é um ponto culminante na união dos fiéis com Cristo crucificado. O fato de se comungar do pão consagrado no dia anterior vem exprimir e reforçar a unidade de todo o Tríduo Pascal.

Além da celebração da Paixão do Senhor, rezam-se as diversas horas litúrgicas da Liturgia das Horas.

A Igreja exorta os fiéis a que neste dia observem alguns sinais de penitência, em respeito e veneração pela morte de Cristo. Assim, convida-os à prática do jejum e da abstinência da carne.

Exercícios piedosos, como a Via Sacra e o Rosário, são também recomendados como forma de assinalar este dia especialmente importante para a fé cristã.

quinta-feira, 28 de março de 2013

RIO BRANCO: Passagem a R$ 1 para estudantes passa a valer nesta segunda-feira

A passagem a R$1 é o cumprimento do Plano de Governo do prefeito Marcus Alexandre/Foto: Assessoria

Começa a vigorar nesta segunda-feira, 1 de abril, a tarifa de R$1 para estudantes no transporte coletivo de Rio Branco. Pelo menos 56 mil alunos das redes municipal, estadual e federal estão sendo beneficiados. 35 mil são usuários regulares do sistema, segundo a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Rio Branco (RBTRANS). É previsível impacto de R$ 288 ao ano no orçamento das famílias que possuem dois estudantes e R$ 432/ano para quem três filhos na escola.

O superintendente da RBTRANS, Ricardo Torres, diz que não há motivo para pressa na recarga dos cartões, ou seja, ninguém precisa enfrentar longas filas porque o processo se dá de maneira natural uma vez que todos os ajustes solicitados ao Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo (SINDCOL) já foram feitos. “Agora, estamos buscando soluções definitivas e fortes”, disse Torres.

A passagem a R$1 é o cumprimento do Plano de Governo do prefeito Marcus Alexandre, medida que se junta à política de readequação e modernização do sistema de transporte público. Entre as várias ações, a reforma no Terminal Urbano e a central de operações que irá controlar, via GPS, o fluxo dos ônibus pela cidade, já são realidade.

Submetido à Câmara Municipal, o projeto foi aprovado pela unanimidade dos vereadores no dia 21 de março. Dez dias depois,cumpridas as etapas da legislação, como publicação no Diário Oficial, a redução no preço da tarifa estudantil começa a vigorar trazendo importante benefício para todas as famílias da capital.

Fonte:

NOTÍCIA EXTRAÍDA DO SITE CONTILNET

TARAUACÁ: DEFINIDAS SEIS NOITES DE SHOWS NO CENTENÁRIO DO MUNICÍPIO

As atividades de comemorações do aniversário de Tarauacá, começam ser definidas pela prefeitura do município. Na área de shows musicais o evento será recheado de shows diversificados para atender todos os públicos presentes no evento.

MACILVO (Shaneihu Yawanawa): Um show com um jovem cantor indígena filho da terra que ja se apresentou em diversas partes do mundo, marcará a abertura das festividades.

veja a lista dos principais shows:

19/04 - SHOW MACILVO YAWANAWÁ 
20/04 - SHOW SUELEN LIMA
21/04 - SHOW CLEITON SARAIVA
22/04 - SHOW THIAGO BRABA
23/04 - SHOW CAVALEIROS DO FORRÓ
24/04 - SHOW ZEZO (ENCERRAMENTO)
E MUITAS OUTRAS ATRAÇÕES NO DECORRER DA SEMANA DO CENTENÁRIO.


SHANEIHU YAWANAWA : SONORIDADE INDÍGENA DE ARREPIAR OS PELOS DO CORPO - Adaptado da Agencia de Notícias do Acre e VídeoDoc sobre o artista

Conta a lenda indígena dos povos Pano que o criador, Nuke Sheni, deu um dom a cada povo. Ao nascer, cada povo pegava o seu cocar, o maitê, e o seu dom. Aos Yawanawa, o povo da queixada, coube o dom do canto. O dom de cantar tão bem que suas vozes seriam como melodias, com uma sonoridade que nenhuma outra etnia poderia alcançar. Eles são o Yuveya Vakehu Shuvia, o povo que trata as doenças cantando, só com a voz, sem o uso de instrumentos musicais.

Shaneihu Yawanawa nasceu nas cabeceiras do rio Gregório, próximo à fronteira do Acre com o Peru. Filho do líder Yawanawa Biraci Brasil (Nixiwaka) e neto do pajé Yawarani, um dos curandeiros mais antigos de sua tribo vem acompanhando, desde sua infância os trabalhos espirituais realizados pelo seu povo. Há três anos promove trabalhos de cura através dos cantos e das medicinas da floresta. Além dessas práticas espirituais, desde 2005 desenvolve também seu trabalho artístico musical com a finalidade de difundir a cultura Yawanawa.

“Quando eu vim embora da aldeia, minha intenção foi adquirir informações do que acontece aqui na cidade. Não que a gente viva isolado, mas é muito difícil saber o que acontece fora da floresta” confessa ele. “Em 2008, quando fui participar do Acústico em Som Maior, viajei para a aldeia para me preparar psicologicamente. Pedi muita força e muita energia para abençoar minha apresentação”. Shaneihu compara o dom de cantar com a sensação de como se estivesse flutuando sob a água. “Amo a música e cada vez que eu canto, me sinto mais motivado para cantar ainda mais. É como flutuar sob a água: uma sensação única”.

No ano passado, um grupo de produtores culturais de Rio Branco desenvolveu um minidocumentário sobre Shaneihu, que leva seu nome. Disponível no YouTube, o vídeo mostra um pouco dos dias de Rio Branco, enquanto apresenta a sonoridade do artista como fundo musical. Sua mãe lhe presentou, aos 18 anos, com um violão e, numa reaproximação com sua cultura tradicional, ele começou a incluir formas de traduzir a cultura Yawanawa, ou seja, torná-la acessível ao público em geral. O primeiro insight para a tradução dessa cultura musical foi a inserção do violão ao canto indígena Yawanawa.

A partir de sua vivência com os rituais de seu povo e na tentativa de revitalizar aspectos da tradição, Shaneihu se pôs a reler canções e compôs para a vivência das novas gerações, trazendo costumes, língua, melodias, ritmo e outros elementos. A base de seu trabalho é transmitir os sentimentos que ele mesmo vivencia na sua aldeia para todo o público do Acre. 

E aí? Tá afim de sentir um arrepio prévio? Então dá uma assistida no VídeoDoc e naapresentação singela no sítio da Comissão Pró-Índio – CPI em Rio Branco.

fonte: http://www.festivalvaradouro.art.br/tag/shaneihu-yawanawa/

Moisés Diniz defende verba carimbada para a Segurança Pública

Moisés Diniz 

O deputado Moisés Diniz (PCdoB) defendeu nesta quarta-feira, 27, a realização de debates sobre segurança na Aleac, mas com um foco ampliado. Em pronunciamento na tribuna, o parlamentar disse que é preciso saber, por exemplo, porque a segurança pública não tem verbas carimbadas como a Saúde e a Educação.

"Temos que debater porque a Polícia Federal não tem um helicóptero no Acre, um Estado que faz fronteira com os dois países que mais produzem cocaína no mundo, porque as prefeituras não criam suas guardas municipais”, questionou Moisés.

O deputado lembrou que até o final dos anos 90 a polícia do Acre era mais conhecida por questões éticas do que pelo atual estágio de profissionalismo que alcançou, graças a investimentos em tecnologia e em serviços de inteligência, além de um plano de carreira que deixou o Estado quase sem soldados, pois todos foram promovidos.

Para Moisés Diniz, a oposição pode chamá-lo para debater temas como Educação e Saúde, pois o seu partido já está tomando a dianteira e discutindo internamente entre os seus professores, qual é o modelo de ensino que deseja para suas crianças na próxima década.

“Nós conseguimos formar 95% dos professores e agora vamos ficar neste patamar? Não vamos fazer um programa de mestrado? Este é o tipo de debate que vamos travar para intensificar os avanços que tivemos na educação”, argumentou.

O parlamentar disse que os altíssimos investimentos em saúde, com hospitais modernos, não podem ser eclipsados por um aparelho que quebra e demora a consertar.

(assessoria)

Rio Branco: Deputado defende equiparação salarial para motoristas oficiais

Depois de meses se reunindo com os representantes do Sindicado dos Motoristas Oficiais do Estado, o deputado Manoel Moraes (PSB) esteve na manhã de terça-feira (26) com o governador Tião Viana (PT) para garantir o apoio do Executivo na aprovação do Projeto de Lei que será apresentado por ele, garantindo a aprovação do Plano de Cargos Carreira e Salário da categoria.

O deputado Manoel Moraes foi recebido pelo governador Tião Viana (PT) no gabinete civil. Moraes explicou ao governador todas as demandas da categoria e a necessidade de uma política salarial justa para os profissionais que hoje sequer possuem um plano salarial definido, sendo que alguns ganham abaixo de R$ 1000,00.

O deputado socialista, que apresentará nos próximos dias o PL para que a revisão de salário contemple também os profissionais que irão se aposentar , diz que é preciso corrigir as distorções históricas.

“Tem gente que se aposenta com um salário de 800 reais, porque o que eles recebem a mais conta como abono. É preciso buscar uma solução definitiva para o caso”, diz.

O governador Tião Viana declarou apoio ao PL que será apresentado por Moraes. Ele afirmou que é necessária uma política salarial justa e condizente com o trabalho executado pelos motoristas oficiais do Estado.

(assessoria)

Rio Branco: Perpétua visita áreas alagadas

Perpétua percorreu as áreas alagadas

A deputada federal Perpétua Almeida percorreu as áreas alagadas na manhã desta quarta-feira (27).

Da Baixada da Habitasa, ao Taquari, passando pelo Triângulo e 06 de Agôsto, a parlamentar foi verificar as condições das pessoas cujas casas foram atingidas pelas águas.

“Aproveitei pra (sic) perguntar se devo esperar ou pedir socorro logo, porque a água já ta chegando na porta e tenho 3 filhas menores de 10 anos que tão (sic) com febre e uma mãe deficiente, que não anda. E a Perpétua foi a única política que veio ver como estamos, que se preocupou com a gente”, desabafou a empregada doméstica Márcia Silva, moradora do Taquari.

Depois de conversar com as pessoas que permanecem nas casas e buscar informações junto aos homens do exército que auxiliam na remoção das famílias, Perpétua pegou um barco para verificar os locais sem acesso por terra. Constatou mudanças efetuadas nas residências. Muitos moradores afetados pela enchente do ano passado não moram mais no Taquari. Novas famílias ocupam residências que foram interditadas.

“Como eu faço esse trabalho de prestar solidariedade e verificar se as pessoas estão tendo assistência em todas as enchentes, conheço muita gente. Por isso sei quem estava aqui na cheia do ano passado. Aproveitei para saber quem já foi procurado para receber casa do governo e constatei a urgência de se pensar em um projeto alternativo à remoção, como a revitalização dos espaços alagadiços. A maioria das pessoas me disse que se tirarem o Taquari inteiro, em 3 meses estarão todos de volta. A vida, o trabalho, a escola, as relações familiares e de amizade das pessoas não se consegue transferir para outro bairro”, esclareceu Perpétua.

(assessoria)

quarta-feira, 27 de março de 2013

Adolescentes “supostamente possuídas pelo demônio” desmaiam após assistir peça teatral de Igreja evangélica em Brasiléia

Dezenas de estudantes da Escola Kairala José Kairalana superlotaram o pronto socorro do hospital de Brasiléia em estado de choque após assistirem uma peça teatral, denominada “Mundi versos Algemas”, da Igreja Batista Filadelfia. O problema aconteceu na tarde da ultima segunda-feira, 25. De acordo com algumas pessoas que presenciaram a peça teatral, as adolescentes que passaram mal, estavam possivelmente “possuídas pelo demônio”.

O Pastor José Weliton, responsável pela peça da igreja, disse que atendeu um convite da diretora da Escola para levar às crianças uma mensagem em alusão a semana santa. De acordo com o religioso, na apresentação para alunos que estudam no período da manhã tudo ocorreu dentro do programado. Já à tarde a coisa foi diferente,segundo ele, que reforça o ocorrido como uma obra divina. ”O que eu vi hoje aqui foi uma obra de Deus. As pessoas, mais de 40, aceitando Jesus, houve esse fato das crianças que passaram mal, mas não disse para ninguém que elas estavam possuídas pelo demônio”, relatou o pastor.

A Polícia Militar e Corpo de Bombeiros foram acionados ao local para apurar o ocorrido.

A Gestora da Escola KJK, professora Wilma Galli, se disse surpresa com o ocorrido, pois o Pastor Weliton, segundo ela, é um amigo da escola e, em outras ocasiões, já auxiliou com outras apresentações em datas comemorativas. De acordo com a direção da escola, as crianças e adolescentes terão acompanhamento psicológico.

Raimundo Duarte, pai de uma adolescente que passou mal na escola, afirmou que sua filha chegou em casa aparentando estar com muitas pancadas na cabeça, toda suja e sem material escolar. “Ela está abalada, estou com medo até de um suicídio. A gente pensa que o filho está estudando e de repente acontece isso, acho muito errado esse tipo de pregação na escola”,disse ele.

Adolescente que assistiu peça teatral retorna ao pronto socorro de Brasiléia em estado de choque

Por volta das 22h desta terça-feira 26, uma estudante que passou mal na Escola Kairala José Kairala, no momento da apresentação da Peça teatral deu entrada novamente no pronto socorro do Hospital de Brasiléia tomada por forte estado de agitação.

Segundo o enfermeiro Paulo, que estava de plantão, a pressão arterial da jovem estava alterada por conta da agitação, mas após os procedimentos da equipe médica, ela retornou a seu estado normal, e teria que permanecer no hospital por mais tempo mantendo-se em observação.

“Minha filha está respirando através de balão de oxigênio. O pastor e a diretora estão dormindo hora dessas, e nós estamos aqui correndo as pressas para o hospital, sem saber o que vai acontecer”, comentou Raimundo Gomes, pai da garota. Ele ainda disse que outra filha dele que assistiu a peça está em casa sendo observado por familiares.

Dona Joana Rodrigues Queiroz, mãe das adolescentes, diz que suas filhas eram saudáveis até domingo, mas não sabe como será daqui para frente, e desabafa quanto a falta de assistência da Escola e da Igreja.”Hoje estou aqui hora dessas no calmante por ver minhas filhas nesse estado. Procurei a diretora e ela me disse que não podia fazer nada É uma irresponsável, juntamente com esse pastor. Eles não vieram nem aqui ver a obra que eles fizeram. Eles deveriam ter mais responsabilidade. Isso não é tipo de religião”.

Em decorrência do descaso, os pais pretendem acionar o Ministério Público ainda essa semana.

Da redação ac24horas
Com informações do repórter Fernando Oliveira , do Sentinela da Fronteira

CURSO SUPERIOR EM TARAUACÁ: SEE E UFAC CELEBRAM PARCERIA E OFERECERÃO 50 VAGAS EM CURSO DE MATEMÁTICA NO MUNICÍPIO

Convênio foi assinado pelo secretário de Educação e Esporte, Daniel Zen e pela reitora em exercício Margarida de Aquino Cunha (Foto: Mardilson Gomes/SEE)

Como parte do Plano de Formação Docente foi celebrado nesta semana convênio que visa ofertar 400 vagas para formação de professores na área de Matemática. A parceria foi firmada entre a Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE) e Universidade Federal do Acre (Ufac).

O convênio, no valor de R$ R$ 5,8 milhões, assinado pelo secretário de Educação e Esporte, Daniel Zen e pela reitora em exercício Margarida de Aquino Cunha. As vagas serão distribuídas para Rio Branco (200), Cruzeiro do Sul (100), Brasileia (50) e Tarauacá (50). A formação, que será oferecida na modalidade presencial, será voltada para docentes, profissionais não docentes e comunidade.

Na oportunidade, foi destacado pelo secretário Daniel Zen que, como vem fazendo ao longo dos últimos anos, o governo do Estado continua incentivando o crescimento profissional dos educadores. Segundo ele, na última década, a formação docente atingiu níveis antes inimagináveis de melhora. Atualmente, 97% dos professores da rede estadual de ensino possuem nível superior completo. “Essa é uma conquista que pretendemos manter e, nos próximos anos, atingir os 100%”, afirma.

Segundo a diretora de Inovação da SEE, Cleide Prudência, a oferta dos cursos se dá em função da necessidade de formação de profissionais na área de matemática para atender às demandas do sistema educacional. “O programa faz parte das políticas de formação e qualificação de profissionais da educação”, ressalta.

Os cursos serão oferecidos nos Campus da Ufac em Rio Branco e Cruzeiro do Sul. Em Brasileia o curso irá acontecer no Núcleo da Ufac e em Tarauacá no Núcleo da Ufac/CEDUP. O edital de seleção será publicado em abril.

FONTE: Agência de Noticias do Acre

Imagens da Feira do Peixe em Tarauacá

Fotos: Giovanni Acioly

Esses índios estão 'muito gaiatos' , diz atirador de Santa Rosa do Purus

Evangelista disse que não está arrependido de ter cometido o crime (Foto: Sena Online)

O agricultor Evangelista Elissandro, 53 anos, que atirou em três indígenas no último domingo (24), no município de Santa Rosa do Purus, disse à reportagem do site Sena Online que não está arrependido de ter cometido o crime.

“Esses índios estão 'muito gaiatos', há muito tempo vinham tentando invadir a minha propriedade. Mostrei a eles que não são donos do mundo”, disse.

Evangelista atirou nos índios com uma espingarda calibre 22. Ventura Samora Kaxinauá, Sebastião Kaxinauá e Calos Torres Peres Kaxinauá, retornavam às suas casas por uma rua escura, após terem participado de uma partida de futebol no ginásio de esporte da cidade.

Da Redação da Agência ContilNet

TARAUACÁ: PREFEITO RODRIGO DAMASCENO ABRE OFICIALMENTE HOJE A FEIRA DO PEIXE NO MUNICÍPIO


A Prefeitura de Tarauacá em parceria com a Seaprof estará realizando  oficialmente nesta quarta e quinta feira, a Feira do Peixe no município. O evento contará com a participação da Cooptar, Caet, STTR, Banco do Brasil e Basa.

A cerimônia de abertura está marcada para as 9 horas da manhã, ao lado do Mercado Municipal Domingos do Rego Leite, onde uma estrutura foi montada para recepcionar a população.

A projeção inicial é de que 10 toneladas de pescado sejam comercializadas  durante os dois dias da Feira (27,28). 


Diversas espécies de peixes serão colocadas à disposição dos consumidores, entre elas: Tambaqui, Pirapitinga, Curimatã e Pirarucu. O preço do quilo do produto será variado, dependendo da espécie.


Fonte: Assecomtk

Censurado por 17 anos, historiador quebra silêncio sobre matança de indígenas no Acre


O historiador e professor Carlos Alberto Alves de Souza, acaba de lançar em Rio Branco a revista Pontos de Educação. Durante 17 anos, ele enfrentou um processo que se revelou escandaloso na Justiça estadual por causa do livro didático "História do Acre", editado em 1992 pela M.M. Paim.

Por força de uma decisão liminar da juíza Maria Cezarinete, atual desembargadora e vice-presidente do Tribunal de Justiça, quatro mil exemplares da obra foram apreendidos e o julgamento do mérito protelado por quase duas décadas.


O polêmico trecho do livro teve origem em reportagem deste blogueiro, publicada em 1983 na imprensa do Acre, dando conta que o coronel de barranco Mâncio Lima (1875-1950), tratado como herói pela história oficial, havia se valido de correrias -matança organizada de índios- e do trabalho escravo da etnia poyanáwa para transformar a fazenda Barão, no extremo-oeste do país, em modelo de prosperidade da economia regional.

A longa reportagem, com fotos e depoimentos dos indígenas, iniciava assim:

"O velho índio poyanáwa Alberto Itxubãe jamais esqueceu aquela madrugada de 1913, quando assistiu sua tribo acordar em pânico, sob o fogo cruzado de aproximadamente 50 rifles de repetição, acionados pelos homens do coronel de barranco Mâncio Agostinho Lima. Os assaltantes, cada um munido de uma centena de balas, atiraram todos juntos e à vontade. O curumim Itxubãe, que tinha cinco anos de idade, foi um dos poucos a conseguir escapar com vida daquele genocídio em moda na época pela ocupação do Acre e da Amazônia. Aqueles atiradores cumpriram fielmente as ordens do coronel, para que fossem poupadas mulheres e crianças".

Dois filhos do coronel ajuizaram uma ação na 2ª Vara Cível de Rio Branco, os livros foram apreendidos e o autor teve que responder por crime de injúria, difamação e calúnia, além de um pedido de indenização milionária. O caso ganhou repercussão nacional, mobilizou a comunidade acadêmica, a Associação Nacional de História Oral e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

Quando o processo teve início, Andressa Cibele, filha do historiador, tinha apenas cinco anos de idade, a mesma idade do curumim poyanáwa. Andressa cresceu, se formou em direito e foi quem assumiu a defesa do pai no processo que só foi julgado pela juíza Ivete Tabalipa em março de 2010.

A juíza avaliou que o livro não causou danos à imagem de Mâncio Lima, pois há relatos que a história ocorreu da forma contada. Além disso, considerou o fato de que, antes mesmo da obra ser publicada, diversos outros meios de comunicação relataram a história no mesmo sentido da que foi mencionada no livro.

- Essa mesma história tem versões distintas, dependendo do lado que se encontra, mas o direito de informação pertence a todos. Não se pode esconder uma versão da história, e a versão do historiador tem lastro nos inúmeros relatos mencionados, que não destoam. É a história contada e recontada com riqueza de detalhes por diversas pessoas – escreveu Ivete Tabalipa, que julgou a ação improcedente, condenou os filhos de Mâncio Lima ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios e pediu desculpas ao réu pela lentidão da Justiça na resolução do caso.

Na semana passada, quando lançou a revista, o historiador Carlos Alberto Alves de Souza quebrou o silêncio sobre o tormento que viveu durante 17 anos de censura.

BLOG DA AMAZÔNIA - Você lutou 17 anos pelo direito de publicar um livro. Como foi isso? 

CARLOS ALBERTO ALVES DE SOUZA: Na verdade foram 17 anos que ficamos sem contato com uma obra fisicamente, que foi publicada com dificuldades. Na época, o Manoel Paim era o editor e teve muito prejuízo, eu tive prejuízo também financeiro, pois tinha que me defender juridicamente. Como aquilo era o primeiro processo conta a minha pessoa, fiquei muito assustado. Não sabia onde aquilo iria dar. Os livros foram apreendidos. Investimento financeiro do editor e meu investimento de pesquisa, deixando público sem acesso.

Foram quantos anos de pesquisa?

Uns 15 anos de pesquisa. O mais interessante é que esse processo teve divulgação nacional e local também. Por causa disso, as pessoas passaram a procurar mais o livro. O termo correria, por exemplo, que é muito antigo, já era usado por outros estudiosos. Era um termo que as escolas não davam muito valor. O antropólogo Terri Vale de Aquino também usou esse termo. Até você, Altino, quando escreveu a reportagem tendo como base o trabalho do antropólogo. Acho importante que, a partir do processo da apreensão do livro, o termo correria começou a ser usado na escola.

A matança organizada de índios na Amazônia, sobretudo no Acre.

Na verdade foi uma revelação do que realmente ocorreu com os índios. Os heróis acreanos, as classes dominantes, tinham também as mão sujas. A história não era assim tão bonitinha como contavam. O processo despertou para outros debates. Passei a ser conhecido nacionalmente porque a Folha S. Paulo deu uma ênfase, a imprensa local também deu, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Então ficamos sem a obra circulando, mas em compensação o debate foi muito grande acerca disso. A Justiça nunca teve uma audiência para discutir isso. Simplesmente o processo aconteceu, o livro foi apreendido e ninguém ouviu nenhuma das partes. Depois de 17 anos, uma juíza chamou para uma audiência pediu desculpas em nome da Justiça pela apreensão do livro. A minha filha, que na época em que o livro foi apreendido tinha cinco anos de idade, foi minha advogada. O livro foi liberado e isso foi uma vitoria também da Andressa Cibele. Ela foi advogada e a minha testemunha foi o indigenista Antonio Macedo.

O processo era muito hostil. Em algum momento você chegou a se arrepender do livro?

Era mesmo muito hostil. Passei a ser hostilizado por setores da sociedade, mas também passei a ser conhecido por outras pessoas, que perguntavam nas ruas: Cadê o processo? E o livro? Apesar de todas as pressões, o processo ficou 17 anos parado. Mas eu não me arrependo. Fui muito inocente na época. Jamais imaginei que seria alvo de um processo daquela natureza. Eu poderia ter utilizado outra forma mais sutil para amplificar a denúncia, pois a denúncia não é minha. Foi feita por outras pessoas, como o Terri Vale de Aquino. Os índios também falavam sobre isso, só que ninguém dava atenção. Acredito que o processo visava muito mais a possibilidade de uma reparação financeira do que reparar a honra do coronel. Era muito mais para tentar ganhar dinheiro. Mas não me arrependo. Nos livros que passei a escrever, as denúncias são apresentadas sem citar nomes, para ninguém me processar mais. Uso agora um contexto mais geral.

O grande foco do livro era a figura do herói cultural Mâncio Lima.

A história oficial trata seus heróis muito mal. Trata de heróis só no público, mas não conta a história dos seus heróis na vida privada. Na vida privada, político ou governador, por exemplo, tem seus problemas, desilusões, ataques de fúria, problemas conjugais. Os pretensos heróis não são tratados na vida privada, só na vida pública. E eu tratei, expus a vida privada de um herói sacralizado na história oficial. Depois eles mesmo admitiram em livro, que usei como prova.

O que dizia o livro dos familiares do coronel?

Que eles mataram o cacique Napoleão. Era uma confissão no livro que eles escreveram. Havia também relatos de outras atrocidades. Contra os indígenas, sempre acontecem atrocidades. Mas olhando para trás, acho que a obra deu uma contribuição muito grande. Eu não esperava que ela estivesse essa conotação, mas teve.

Qual conotação?

De política, de mudar uma estrutura de como a história era contada, como passou a ser contada a partir dali, principalmente a história indígena no Acre. Eu não esperava essa conotação que teve com o processo. Durante um tempo a historiografia brasileira escamoteou muita coisa sobre os índios. A história indígena quase sempre foi contada a partir da história dos brancos. As histórias reais quase não são contadas nos livros didáticos até hoje. Independente da questão financeira, estava ali uma visão de história. Quem na verdade fez isso foi o antropólogo Terri Vale de Aquino. Li as obras dele, as entrevistas que dava nos jornais. Ninguém queria ler ou entender o antropólogo. A obra dele merece ser estuda mais e mais. Nem sei se o Terri Aquino quer isso, pois ele é meio arredio. O meu livro não é tão importante. O mais importante é a obra do Terri Aquino, que é anterior ao livro, e ninguém deu atenção. Terri Aquino está aí, vivo. Ele traz uma perspectiva nova da antropologia. Não é aquela perspectiva descritiva, mas uma antropologia que expõe o modo de vida das pessoas, das contradições dos índios.

O que fez após a liberação do livro pela Justiça?

Quando a edição foi apreendida, lancei logo a outra edição sem usar as denúncias diretas contra o coronel Mâncio Lima. Usei outros termos para fugir de processos, o que aprendi com jornalista. Processos judicias atrasam a vida da gente. Eu não ia ficar tentando quebrar o muro com a cabeça, mas as denúncias continuaram sem citar nomes. Acrescentei outros capítulos sobre violência, sobre mulheres.

Quantas edições?

O livro já está na décima edição. Meu livro, apesar do governo do Acre não reconhecer, muito menos a Biblioteca da Floresta dá atenção, já vendeu mais de cem mil cópias. É o best-seller do Acre. Só perco para o escritor amazonense Márcio Souza aqui na Amazônia. Em todo canto tem meu livro. Se eu tirar mil cópias agora, vendo amanhã as mil cópias. Todas as edições estão esgotadas e estão me pedindo mais.



Quem é leitor do seu livro?

Alunos de primeiro grau, pessoas que fazem concurso, o pessoal que vai fazer vestibular, fazer Enem e a população como um todo.

Pretende fazer alguma edição voltando a citar o nome do coronel?

Não. Eu posso até fazer um livro sobre a história do processo para um debate historiográfico. Não é que eu queira negar a história, mas não quero perder tempo. Posso fazer essas denúncias sem citar nomes de seringalista. Mas estou reescrevendo o livro com outros capítulos sobre religiões. Coloquei numa edição sobre os católicos, mas vou incluir os protestantes, o Santo Daime, outras religiões e outras questões que estou pesquisando. A cada cinco anos renovo o livro.

Considera que foi censurado?

Sim. A justiça agiu de forma a atender os interesses de classes, estava do lado de uma pessoa que era do estado. Eu não representava muita coisa naquele momento. Era apenas um historiador que estava desonrando e desmoralizando um herói. A Justiça entendeu que a obra não tinha que circular. O pensamento na época era esse. Mas a juíza que julgou o caso 17 anos depois foi muito digna. Não esperava que ela tivesse aquela atitude de pedir desculpas em nome da Justiça. Achei ela uma pessoa muito serena, muito justa.

Quer acrescentar algo?

Que a história da população indígena está toda por ser reescrita. A gente vai olha, vai e olha de novo, mas acaba se perdendo porque não sabemos lidar com isso. Sinceramente, depois do processo, andei fazendo muita reflexão sobre isso. Nem me atrevo muito hoje a escrever sobre populações indígenas. Para isso é necessário conviver com elas. Hoje sou mais dedicado à história do que antes. Depois do processo, me dediquei muito mais ao trabalho de história e continuo pesquisando, continuo escrevendo, continuo levantando questões. O processo me amadureceu. Eu fiquei com muito medo no início. Só não fui preso por causa da atuação da então promotora Patrícia Rêgo, que chefia atualmente o Ministério Público do Acre. Morreram as partes, morreram as testemunhas. No processo só restava eu, a minha filha como advogada, o indigenista Antonio Macedo como minha testemunha, além do ex-deputado Osmir Lima, que foi testemunha deles, mas na hora sugeriu o fim do processo. Ele não me sacaneou.

Esquecemos de falar sobre a revista. Qual o foco dela?

A Amazônia é plural culturalmente e exige um espaço editorial acadêmico também plural. Em sendo plural a cultura da Amazônia, também exigem-se debates a respeito das culturas que se estabelecem na região. A revista Pontos deve ter, por excelência, o respeito a estas culturas, aos modos de vida que homens e mulheres criam e recriam nos espaços territoriais amazônicos. Pontos também abre espaços para textos que tratem de questões nacionais e internacionais. Optamos por uma prática que privilegie o diálogo entre teorias e evidências, sendo as evidências as próprias culturas que se apresentam a nós e que devem ser, ao mesmo tempo, problematizadas por nossas reflexões. Temos a consciência de que muitas questões consideradas como insignificantes, por sua pouca conotação política, tornar-se-ão grandes diante de nossas preocupações.

DO BLOG DA AMAZÔNIA