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sábado, 25 de outubro de 2014

Segundo turno no Acre não terá Lei Seca, afirma Corte Eleitoral

Juiz da 10ª Zona Eleitoral, Anastácio de Menezes,
(Foto: Caio Fulgêncio/G1)
Diferente do primeiro turno, quando a venda e o consumo de bebidas alcoólicas e substâncias com efeitos psicotrópicos análogos foram proibidos pela Justiça Eleitoral no Acre, no segundo turno, a Corte Eleitoral anunciou nesta sexta-feira (24) que não irá aderir a Lei Seca no estado.

O motivo é devido a um mandado de segurança que o Ministério Público Eleitoral impetrou contra a portaria ainda no primeiro turno, alegando que a determinação feria princípios constitucionais.

"Durante o primeiro turno, o Ministério Público Eleitoral entrou com uma mandado de segurança contra a portaria que instituía a Lei Seca e o Tribunal Regional Eleitoral do Acre deu a liminar mandando suspender a eficácia da lei. Tendo em vista esse entendimento, ainda que de maneira liminar, a gente entende que seria atropelar o que foi colocado pelo TRE-AC. Por isso, achamos por bem não baixar a portaria", explica o juiz da 10ª Zona Eleitoral e representante da Corte, Anastácio de Menezes.

Ainda de acordo com o juiz, o motivo que o MP Eleitoral justificou o mandado é de que a lei fere princípios constitucionais. "O MP entendeu que a lei seca não deveria ser baixada, tendo em vista que ela poderia ferir alguns princípios constitucionais, como a liberdade econômica e individual", acrescenta.

O TRE-AC destaca ainda que cada Zona Eleitoral tem autonomia para aderir ou não a Lei Seca. A decisão anunciada nesta sexta-feira (24) é válida para os municípios de Rio Branco, Bujari e Porto Acre.

O magistrado disse também que, apesar de não ser instituída a proibição, o eleitor deve ter a consciência de não tentar adentrar aos locais de votação embriagado, sob o risco de outras penalidades.

"Embriaguez é uma contravenção penal. Além do mais, ainda não que haja Lei Seca em Rio Branco, o eleitor deve estar consciente que tem um dever cívico para com seu estado e seu país. Porque ele estaria violando um dever de patriotismo que é imposto a todo cidadão brasileiro", finalizou.

Caio Fulgêncio
Do G1 AC

ACRE: CONHEÇA MAIS UM POUCO SOBRE A VIDA DOS DOIS CANDIDATOS AO GOVERNO TIÃO E MÁRCIO

TIÃO VIANA - Sebastião Viana é o que podemos chamar de uma pessoa eclética. Tem gostos variados, mas nada que não fuja do normal de uma pessoa comum.

Torcedor fanático do Fluminense, Sebastião Viana não dispensa de vez em quando uma aventura e se arrisca em seu quadriciclo a fazer trilhas. E para ele não tem hora. “Teve uma vez que ele saiu umas dez horas da noite do trabalho e foi fazer trilha no quadriciclo. Pegou uns dois seguranças e uns amigos e levou com ele. O cara parece que não cansa”, diz um assessor do candidato petista.

Sebastião não é do tipo cinéfilo, porém gosta aos finais de semana ou feriados de levar o filho Virgílio ao cinema do Via Verde Shopping. Ao mesmo tempo o petista nas horas vagas aprecia filmes, como ele mesmo diz, que “abordam sentimento de esperança, vida, futuro”. “Gosto muito “Sociedade dos Poetas Mortos”, “Perfume de Mulher” e “A Testemunha”.

Já a preferência de Sebastião pelos livros identidifica seu lado espiritual. Ele é do tipo que acredita que a fé está ligada a ciência. “Gosto muito de “Fé – Evidências Científicas”, escrito por George E.. Vaillant , que chefiou o Departamento de Psiquiatria de Harvard por 35 anos. “É o mais forte e belo livro que já li”.

A obra do renomado doutor George E. Vaillant, considerada reveladora e envolvente, apresenta o modo como os componentes da espiritualidade – emoções como o amor, a compaixão, a esperança e o perdão – são interligados em uma parte específica e identificável do cérebro. Com base em estudos vanguardistas de neurociência e antropologia, Vaillant argumenta que a evolução fez de nós criaturas espirituais ao longo do tempo e que estamos destinados a nos tornar cada vez mais espirituais.

A preferência de Sebastião pela música é bem brasileiro. Ele diz que “gosta de tudo”, mas aprecia mais um samba de raiz. “Em especial, Zeca Pagodinho e Diogo Nogueira”.

Viana é um católico fervoroso. Frequenta aos domingos a missa na paróquia de São Sebastião, em Rio Branco, e participa do ECC desde 1997. Também não perde uma procissão e embora de credo católico o petista tem boa relação com evangélicos e espíritas.

Quando tem tempo, Sebastião gosta de ler, ver filme e até de tomar banho na chuva.

No período eleitoral, Sebastião Viana suspendeu a dieta que estava fazendo, passou a almoçar em pensões e fora de hora, e por causa do tempo corrido deixou de frequentar a academia e caminhar, coisa que fazia quase que diariamente.

MÁRCIO BITTAR - Márcio Bittar é economista, e gosta de ler sobre tudo, mas prefere estudar sobre as áreas da filosofia, sociologia e finanças. Além disso, o tucano gosta de ouvir musicas do tipo sertanejo, mas, acredite se quiser: nem por isso dispensa as produções de Bob Marley. O reggae também completa seus gostos musicais

Quando o assunto é esporte, a resposta é rápida: Futebol. Ele é torcedor do Corinthians, lá de São Paulo, mas nem por isso abandona o amor pelos clubes acreanos. Bittar vibra e torce pelo Rio Branco, o vermelhão do Acre.

Agora, uma coisa é bom deixar claro: Márcio não nasceu em berço de ouro, não. Sempre batalhou para conquistar os sonhos. Aos 10 anos, quando seu pai mudou para o Acre, a vida era dura. Eles moravam numa fazenda localizada na BR-364. Naquela época, a estrada ainda era de barro, e o acesso, além de perigoso, era estressante e demorado.

Márcio enfrentava sol e chuva para ir ou voltar da cidade. Ele ajudava o pai na plantação. Gostava tanto da roça que colocava a mão na terra. A família sempre cultivou legumes e verduras ao lado de casa. Ele sempre gostou de plantar e fazia questão de ajudar os pais e funcionários da colônia em que residia.

Márcio Bittar não gosta de ir ao cinema. Ele é caseiro e prefere ficar em casa com a esposa e filhos. Quando estão juntos, gostam de planejar o orçamento e conversar sobre o dia a dia. Além disso, Bittar se aconselha com a esposa e sempre busca o melhor para os filhos. Ele faz o tipo “Paizão”.

Desde cedo, Márcio aprendeu a importância de ir à igreja. Sua mãe sempre lhe orientou a andar no caminho de Deus. Mesmo assim, ele não mais frequenta programações do tipo. Não rotineiramente. Com a vida corrida, Márcio fala com Deus de forma mais privativa. No final, é bom deixar claro: ele é um homem de fé, mas, claro, com seus costumes e tradições.

Outro ponto curioso em Márcio é a aliança de casamento que ele usa na mão esquerda. Produzida em ouro branco, com detalhes artesanais que agregam a semente do Tucumã, Márcio mostra que gosta do que vem da natureza. Ele ganhou o par de alianças de Eduardo Braga, governador do Amazonas, há algum tempo.

A coleção literária de Bittar não tem apenas livros técnicos. Ele também compra, rotineiramente, livros de autoajuda. Ele considera que o bom líder precisa, antes de tudo, estar bem consigo próprio. Atualmente, ele está lendo as obras do jornalista Olavo de Carvalho, considerado um dos articulistas mais abertos da direita do Brasil, em atividade.

Mudando de assunto, você sabe de qual tipo de roupa o Márcio gosta? Não? Então lá vai… Por mais irônico que parece ser ele não prefere a roupa social. O tucano adora calça jeans e camisa de botão, do tipo ¾. Quanto mais leve, melhor!

Perguntado se a preferência é pelo campo ou cidade, a resposta foi taxativa: “Campo”. Ele gosta é de estar no meio dos animais, de viver a calma que a natureza dá! O oposicionista gosta tem animais de estimação, mas a preferência é pelos gatos. Inclusive, ele tem um bichano de raça.

Luciano Tavares
João Renato Jácome
Da redação de ac24horas
Rio Branco-Acre

REVISTA VEJA: O pesquisador que estudou o maior fenômeno de antijornalismo do Brasil


Criada em setembro de 1968, a revista Veja é a publicação semanal brasileira de maior tiragem, teoricamente com cerca de um milhão e duzentos mil exemplares. Criada por Mino Carta, atualmente diretor de redação da Carta Capital, e Victor Civita – estadunidense filho de italianos, fundador do Grupo Abril – a revista foi por um longo período paradigma para o jornalismo brasileiro. Por sua redação, passaram nomes importantes da profissão; e, por suas páginas, grandes personagens da história – entre seus entrevistados estão Vinícius de Moraes, Yasser Arafat, Salvador Dalí, Tarsila do Amaral e Sérgio Buarque de Holanda.

Mas, em anos recentes, a revista tornou-se alvo de intensas críticas. Na internet, disseminam-se pequenas e grandes iniciativas de informação e contraponto ao tipo de jornalismo feito por lá. Esse mesmoEscrevinhador denunciou a entrevista que nunca existiu, mas que a revista publicou; e mostrou a história do professor que foi alvo de manipulação pelo veículo, além da peculiar análise do semanário sobre a Bolívia.

O jornalista Fábio Jammal Makhoul decidiu debruçar-se sobre a revista Veja para formular sua tese de mestrado em Ciência Política para a PUC de São Paulo. A dissertação analisou a publicação durante o primeiro mandato de Lula , de janeiro de 2003 a dezembro de 2006. Fábio constatou que houve, de modo deliberado, uma cobertura tendenciosa com o objetivo de desestabilizar o governo. Os números são impressionantes: “40,6% da cobertura de Veja sobre o primeiro governo petista noticiou os escândalos do Planalto e, conseqüentemente, Lula e o PT de forma negativa”. O governo ocupou “54 capas de Veja, das 206 publicadas no período”, destas “32 tratavam de escândalos, segundo classificação da própria Veja, ou seja, 59,3% do total”.

Segundo Fábio, esse sistemático ataque levou ao surgimento de inúmeras críticas que “abalaram a própria revista, que se sentiu na obrigação de reafirmar sua ‘imparcialidade e independência’ a todo o tempo em 2005 e 2006”.

O Escrevinhador entrevistou Fábio Jammal Makhoul para expor e debater seu estudo e o papel desempenhado pela revista. Confira a seguir.

Como surgiu a ideia de estudar a revista Veja?

O principal motivo que me levou a pesquisar a revista Veja é jornalístico. A degradação do jornalismo da revista nos últimos anos foi assustadora. Veja é a maior revista semanal de informação do Brasil, com tiragem superior a 1,2 milhão de exemplares. Um número muito maior que o das demais publicações do segmento. Veja é a quarta maior revista de informação do mundo e seu jornalismo já foi referência para toda mídia impressa brasileira. Mas, nos últimos anos, o semanário também se transformou no maior fenômeno de antijornalismo do país.

De 2005 para cá, a revista se perdeu completamente em reportagens baseadas em ilações e xingamentos, que ignoraram as regras mais básicas do jornalismo e rasgaram todos os códigos de ética da profissão. Virou um verdadeiro pasquim, com matérias que se revelaram fantasiosas e recheadas de ataques e manipulações da informação. Isso não quer dizer que o PT e o governo Lula sejam os bonzinhos da história e nem as vítimas da grande imprensa. Pelo contrário, houve erros gravíssimos na administração federal, que precisavam ser apurados e divulgados pela mídia.

Entretanto, o jornalismo da grande imprensa conseguiu ser mais antiético que os próprios políticos que eram acusados, com erros grosseiros que comprometeram a imagem desses veículos, principalmente a da revista Veja, que foi a mais engajada na tentativa frustrada de derrubar o presidente da República em 2005 e 2006.

Muito se fala sobre cobertura parcial da Veja. Por meio da sua pesquisa, foi possível constatar a veracidade dessas observações?

Sim, e nem precisava de uma pesquisa acadêmica ou mais aprofundada. Basta uma leitura simples da revista para constatar que Veja tem um lado quando o assunto é política. Hoje temos uma bipolarização partidária no Brasil, com PT e PSDB monopolizando a disputa eleitoral. E a revista Veja está claramente do lado do PSDB e completamente contra o PT. Se você pesquisar a revista desde o início dos anos de 1980 vai constatar que o Partido dos Trabalhadores e o próprio Lula nunca tiveram um tratamento positivo nas páginas de Veja.

Essa história de imparcialidade da imprensa não existe. Os veículos de comunicação são empresas e têm seus interesses e preferências políticas. O jornal O Estado de S. Paulo, por exemplo, sempre foi conservador e nunca escondeu isso. Assumir uma posição ideológica ou política não é ruim. É até saudável e democrático, os grandes jornais da Europa e dos Estados Unidos fazem isso. Pelo menos, o leitor sabe claramente qual é a orientação editorial da publicação. O problema é quando se abandona o jornalismo para se transformar num panfleto político-partidário. E foi o que aconteceu com Veja de 2005 para cá.

Nos dois primeiros anos do primeiro mandato de Lula, o semanário ainda fez jornalismo, mas, ao apostar que poderia derrubar o presidente da República em 2005, perdeu a aposta e a credibilidade. Com o escândalo do “mensalão”, Veja captou o antilulismo e o antipetismo da chamada classe média que lê a revista e iniciou sua campanha pelo impeachment do presidente. Só que a questão política serviu para queVeja se sentisse à vontade para cometer os abusos que quisesse. Uma coisa é a crítica política que se viu no Estadão e n’ O Globo, por exemplo. Outra coisa é partir para o xingamento, como fez Veja.

Você poderia citar capas e matérias que seguramente continham distorções, inverdades, ataques ou parcialidade?

Há muitos exemplos, principalmente em 2005 e 2006. Uma das capas que mais me chamaram a atenção foi a da edição de 16 de março de 2005. A revista tentou fabricar uma crise para os petistas, com uma reportagem que prometia ser “bombástica”. A manchete da capa era: “Tentáculos das Farc no Brasil”. Em letras menores, a revista diz que “espiões da Abin gravaram representantes da narcoguerrilha colombiana anunciando doação de 5 milhões de dólares para candidatos petistas na campanha de 2002”.

A capa é chamativa, cheia de dólares ao fundo e uma foto do militante petista que teria recebido dinheiro das Farc. Embora a revista tenha considerado a reportagem forte o suficiente para ser a capa da edição, no corpo da matéria há três ressalvas de que o semanário não tinha como comprovar as acusações.

O tema foi repercutido por um mês até sumir das páginas de Veja. O Ministério Público e o Congresso Nacional investigaram e não acharam nada e a revista sequer se desmentiu o publicou o final da história. Capa parecida foi a de 2 de novembro de 2005, que dizia que a campanha de Lula recebeu dólares de Cuba. A matéria é toda fantasiosa e com denúncias em off que nunca se confirmaram.

Uma das partes da sua dissertação se intitula “O discurso político das capas”. Você poderia explicitar qual é este discurso?

Nos quatro anos do primeiro mandato de Lula, o governo e o PT foram os principais temas da capa deVeja, ocupando mais de um quarto das manchetes do período. Com 49 capas negativas, a revista lançou mão de uma estratégia discursiva que visava claramente dar a Lula o mesmo destino de Collor: o impeachment.

Sem sucesso neste intento, o semanário passou a trabalhar para evitar a reeleição do petista. A revista não foi nada sutil em sua estratégia, pelo contrário, foi arrogante, agressiva, preconceituosa. O preconceito, aliás, foi uma das modalizações discursivas contra o governo mais utilizadas pela publicação, principalmente na capa.

Desde o primeiro ano do mandato, em 2003, a revista procurou tematizar sobre a ética no PT. O enunciador sempre deixou claro que ela não passava de discurso para chegar ao poder, mas, assim que os escândalos começaram, Veja tratou de provar que o PT era pior que os demais partidos neste quesito. Entre os muitos preconceitos despejados pelo enunciador na capa está a associação entre o PT e bandidos; de traficantes a assassinos.

A suposta falta de escolaridade e de atenção dos petistas com a educação também foram bastante exploradas, sendo que o enunciador não se intimidou para fazer alusão ao animal burro em diversas ocasiões. O esquerdismo do PT também foi apresentado negativamente e de forma preconceituosa. Vejamostrou aos leitores que a máquina pública foi tomada pelos petistas, que aparelharam o Estado como fizeram os soviéticos. Aliás, autoritarismo foi outro tema explorado, que procurou mostrar um PT stalinista e ditador.

A corrupção, entretanto, foi o tema mais explorado nas capas que retrataram o PT e o governo Lula. Com uma série de escândalos em pauta, a revista usou uma das estratégias mais controversas e criticáveis: a comparação entre Lula e Collor. Comparações são sempre complicadas, mas o enunciador de Veja, posicionado e ideológico, relacionou os dois presidentes de forma simplista e forçada.

Com esta modalização discursiva, Veja pôde finalmente trabalhar pelo impeachment de um Lula sem moral, sem ética, corrupto, chefe de quadrilha, despreparado e que fez um primeiro mandato pífio, segundo as capas do semanário. Assim, a revista ousou também decretar o fim do PT.

Errou em todas as apostas. Para justificar suas derrotas, Veja encontrou uma explicação baseada e mais preconceitos. Na edição de 16 de agosto de 2006, quando as pesquisas apontavam vitória fácil de Lula na disputa pela reeleição, Veja veiculou uma capa com a foto de uma jovem negra segurando o título de eleitor. A manchete era: “Ela pode decidir a eleição”. O subtítulo explica quem é ela: “nordestina, 27 anos, educação média, 450 reais por mês, Gilmara Cerqueira retrata o eleitor que será o fiel da balança em outubro”.

Ou seja, ela é o retrato do Brasil e não dos leitores da revista, que são das classes A e B. Para esses, que o enunciador de Veja aposta que sabem votar, resta a resignação, já que os negros, pobres, analfabetos e nordestinos vão decidir as eleições.

Na introdução do seu trabalho, você apresenta a revista Veja como protagonista de escândalos. Ao que você se refere ao chamar a Veja de protagonista?

Podemos dizer que praticamente toda a chamada grande imprensa aproveitou os erros e desmandos do PT na primeira gestão do Lula para denegrir a imagem do partido e impedir a reeleição do presidente.

Mas a revista Veja foi protagonista porque foi a mais enfática na campanha contra os petista e a que mais cometeu erros do ponto de vista jornalístico. Além disso, suas reportagens serviram tanto para iniciar um escândalo como para mantê-lo na pauta da mídia. Em muitos momentos, principalmente durante o escândalo “mensalão”, as reportagens de Veja alimentaram os jornais diários e a própria TV.


Você afirma que “ao todo, Veja publicou 206 edições entre 1° de janeiro de 2003 e o dia 31 de dezembro de 2006. Neste período, a revista produziu 621 reportagens sobre o primeiro governo do PT. Dessas, 252 trataram dos escândalos.” Isso quer dizer que, na média, havia três matérias sobre o governo por edição e sempre uma sobre algum escândalo?

Sim, e mesmo quando a matéria não era sobre escândalos, o enfoque que era dado ao Lula e ao PT era negativo. No meu trabalho deixo claro que o Partido dos Trabalhadores, uma vez no poder, cometeu uma série de irregularidades que deveria sim ser apurada e noticiada. Mas a forma com que a grande imprensa fez a cobertura, principalmente a Veja, visava apenas derrubar o PT do poder e não denunciar as mazelas do nosso sistemas político e eleitoral brasileiro, que estão no cerne do “mensalão” e de vários outros escândalos e que continuaram intactos. Muitos desses problemas que geram toda sorte de abuso de poder são antigos e foram mostrados por diversos autores.

Talvez o melhor lugar para se buscar conhecimento sobre o funcionamento da política seja na obra de Nicolau Maquiavel. Não é à toa que sua bibliografia é chamada de realismo político. Lá se encontra a pura realidade sobre a política. Para divagar um pouco, me arrisco a fazer um paralelo entre Maquiavel e o governo Lula.

O PT sempre empunhou a bandeira da ética e bradou que é possível ter “pureza” dentro do jogo político e eleitoral brasileiro. Mas, para chegar ao poder, teve de lançar mão das mesmas práticas que condenava em outros partidos, assim como fez para governar o país.

Um jornalismo investigativo sério e isento poderia constatar isso e denunciar de forma séria e isenta. Assim, o PT mostraria o realismo político, que desnudaria os problemas que assolam nossos sistemas político e eleitoral.

Uma cobertura sóbria, que não fosse tendenciosa ao ponto de mostrar que o governo do PSDB sim foi puro, poderia causar uma indignação suficiente para que o Brasil finalmente fizesse uma reforma que melhorasse efetivamente os nossos sistemas político e eleitoral. Mas, ao fazer uma cobertura parcial e tendenciosa, o jornalismo chamou mais a atenção do que os escândalos que noticiava, não contribuindo em nada com o país.

As capas analisadas, de 2003 a 2006, seguiram sempre o mesmo tom ao tratar do PT? É possível delimitar períodos de maiores ofensivas ou recuos?

Veja só se manteve recuada nos ataques no primeiro ano do mandato de Lula, 2003. Em 2004, começou sua ofensiva, embora de forma meio tímida. Mas em 2005 e 2006, Lula e o PT foram os principais temas da capa. Em 2005, das 52 edições, Lula e o PT aparecem de forma negativa em 24 capas, sendo 18 delas classificadas pela própria Veja no tema escândalo. Ou seja, quase a metade das edições abordaram o presidente negativamente.

Em 2006, último ano de governo, Veja publicou 15 capas sobre Lula e o PT, todas desfavoráveis em pleno ano eleitoral.

Nos quatro anos do primeiro mandato de Lula, o governo e o PT foram os principais temas da capa deVeja, ocupando mais de um quarto das manchetes do período. Foram 49 capas negativas, sendo 39 só em 2005 e 2006.

Comparativamente à atuação de governos passados, o tratamento da imprensa e de Veja à gestão Lula foi muito desigual. Durante a era tucana, por exemplo, as denúncias contra o governo federal não tiveram muito destaque.

Em 1997, o presidente Fernando Henrique Cardoso foi acusado de comprar votos para a aprovação da emenda que permitiu sua reeleição, havia denúncias sobre as privatizações e corrupção em vários órgãos ligados ao governo federal, como a Sudam e a Sudene.

Naquele ano, apenas uma capa foi feita sobre as acusações, com a foto de Sérgio Motta, então ministro-chefe da Casa Civil, e a chamada da capa era: “Reeleição”.

Já em 2005, com Lula na presidência, forma dezoito capas sequenciais durante quatro meses de puro bombardeio. Veja chegou a defender o fim do PT e que isso seria benéfico para a política brasileira, já que até na oposição sua atuação foi prejudicial para o país.

Veja nunca havia defendido o fim de nenhum partido e nem usado tantos adjetivos negativos como usou para falar sobre os petistas.

Em 2006, em pleno período eleitoral, a revista veiculou cinco capas negativas para o governo, entre 23 de agosto e 25 de outubro. Isto quer dizer que as capas de metade das edições de Veja que circularam enquanto as eleições se definiam eram ruins para Lula.

Enquanto isso, Geraldo Alckmin (PSDB), seu principal adversário, não apareceu negativamente em nenhuma capa de Veja neste período. Pelo contrário, neste período o candidato do PSDB era mostrado de maneira positiva. Só no período do segundo turno das eleições, Lula foi alvo de quatro reportagens de Vejae em todas elas ele aparece de forma negativa. Já Geraldo Alckmin aparece em duas matérias neste período. Ambas com abordagens positivas para o tucano.

As manchetes veiculadas nas capas estavam de acordo com a reportagem produzida ou havia discrepâncias com o intuito de chamar a atenção do leitor?

As manchetes eram mais sensacionalistas, mas as reportagens também seguiam a mesma linha. Ainda assim, é possível perceber muitas discrepâncias, como aquela capa das Farc que eu já citei.

Na capa, Veja afirma que o PT recebeu dinheiro das Farc e na matéria há três ressalvas de que o repórter não conseguiu nenhuma prova.

Outra capa que chama a atenção é aquela que eu também citei sobre a nordestina, negra e pobre que iria decidir a eleição em favor de Lula. O subtítulo diz que Gilmara Cerqueira tinha 27 anos. Mas na foto é possível observar a data de seu nascimento no título de eleitor e pode-se ver que ela tinha 30 anos na época e não 27 como rebaixou Veja para enquadrá-la ao perfil do eleitor médio. Ou seja, vale até mentir a idade da moça para montar um perfil da qual ela não se enquadra totalmente.

Além das capas, você analisou também os editorais da Veja. Foi possível encontrar correspondência entre a posição oficial da revista e o conteúdo por ela produzido, que em tese é independente?

As críticas que a revista Veja recebeu durante o primeiro governo Lula, principalmente nos dois últimos anos, abalaram a própria revista, que se sentiu na obrigação de reafirmar sua “imparcialidade e independência” a todo o tempo em 2005 e 2006.

Durante a crise do “mensalão”, Veja usou a maior parte dos editoriais de junho a dezembro de 2005 para justificar a matéria da semana anterior e ratificar seu compromisso com um jornalismo sério. Logo no primeiro editorial do início da crise do mensalão, em 1º de junho de 2005, Veja garante que “não escolhe suas reportagens investigativas com base em preferências partidárias ou ideológicas”. E o curioso é que todos os editoriais das edições seguintes eram para justificar suas reportagens, sempre reafirmando uma imparcialidade que não se via nas reportagens.

Você discute o paradigma da imparcialidade e neutralidade no qual é baseado o discurso dos meios de comunicação entretanto você apresenta argumentos sobre a inviabilidade destes paradigmas se concretizarem. A partir da sua pesquisa, é possível concluir se a parcialidade da revista Veja é fruto de uma política deliberada ou consequência da inviabilidade de se fazer um jornalismo imparcial?

É fruto de uma politica deliberada. É claro que é quase impossível fazer um jornalismo totalmente isento. Mas você pode pelo menos buscar a isenção, ouvindo os dois lados, dando o mesmo peso para as diferentes versões e não utilizando adjetivos, por exemplo.

Veja nem tentou ser imparcial, pelo contrário. Ela tinha uma estratégia discursiva e a seguiu até o fim com um objetivo bem claro: derrubar Lula da presidência.

Ao se contrapor ao governo Lula e ao PT, a revista Veja apresentava qual projeto para o Brasil apoiava ou qual setor o representava?

A primeira edição após a reeleição de Lula, publicada em 8 de novembro de 2006, é a que mostra mais claramente a posição da revista. A matéria de capa defende que é preciso deixar para trás a “visão tacanha” de que a miséria pode ser superada pelo “princípio bolchevique” de tirar dos ricos e dar aos pobres.

Para Veja, a miséria só será superada pela produção de riqueza e para isso “o gênio humano não concebeu nada mais eficiente do que o velho e bom capitalismo, com seus mercados livres, empreendedores ambiciosos e empresas inovadoras”.

Veja aconselha Lula a “aposentar para sempre a ideia de palanque de que o Brasil é como um sobrado – em que só há andar de cima e andar de baixo e, portanto, o único trabalho é fazer com que todos passem a habitar o pedaço de cima. Isso é uma interpretação tão tosca da sociedade brasileira que, na sua estupidez simplificadora, neutraliza o papel crucial e dinamizador exercido pela classe média”.

Veja diz que falta ao presidente maior clareza sobre como promover de maneira mais vigorosa as condições para que a iniciativa privada produza mais conhecimento tecnológico de ponta, inove mais e multiplique seus índices de produtividade.

E acrescenta: “Para fazer o país avançar, produzir riqueza e gerar justiça, o presidente Lula tem muitos desafios para superar – e um deles começa em casa. O Partido dos Trabalhadores, que se transformou numa usina de escândalos, divulgou uma nota oficial cobrando que no novo mandato Lula faça um ‘governo de esquerda’. Ninguém sabe exatamente o que isso quer dizer, mas é certo que significa mandar às favas o equilíbrio fiscal e o controle da inflação em troca de um crescimento econômico tão duradouro quanto um voo de galinha”.

Essa é a primeira vez na cobertura do governo Lula que Veja assume com todas as letras que fala em nome das classes mais abastadas e que defende uma política e um projeto de Estado mais à direita do que voltados para o social.

Sua intenção é proteger o capital como fica claro neste texto. Para a revista, é preciso esquecer a ideia de que “o único trabalho é fazer com que todos passem a habitar o pedaço de cima”.

Ou seja, não interessa colocar os mais pobres no mesmo patamar dos ricos é preciso “promover de maneira mais vigorosa as condições para que a iniciativa privada produza mais conhecimento tecnológico de ponta, inove mais e multiplique seus índices de produtividade”.

Por Juliana Sada, no Escrevinhador
http://www.viomundo.com.br/

CRC do Acre divulga edital de concurso público


O Conselho Regional de Contabilidade (CRC) do Acre divulgou nesta sexta-feira (24) o edital para o concurso público que oferece seis vagas e cria cadastro de reserva para diversas áreas. Os salários variam de R$ 800 a R$ 2 mil.

Os interessados poderão efetivar as inscrições por meio do site www.crcac.org.br a partir das 8 horas do dia 27 de outubro, encerrando às 23h59 do dia 24 de novembro. A taxa de inscrição é de R$ 40 para os cargos de Nível Fundamental, R$ 60 para os cargos de Nível Médio e R$ 80 para os cargos de Nível Superior.

O pagamento da taxa poderá ser realizado até o dia 25 de novembro. No dia 1º de dezembro, o candidato poderá verificar a confirmação da inscrição.

As oportunidades de trabalho são para Auxiliar de Serviços Gerais e Motorista (fundamental); Agente Administrativo, Técnico em Contabilidade e Técnico em Informática (médio); e Analista Administrativo e Contador (Superior).

A empresa responsável pela seleção dos candidatos é a Portinari Educacional.

As provas objetivas e de redação estão previstas para o dia 21 de dezembro, apenas em Rio Branco.

Os candidatos que necessitarem de atendimento especial ou declararem ser portador de alguma deficiência deverão informar a Portinari até o dia 11 de novembro, seguindo as regras previstas em edital.

OPINIÃO: Dilma neutraliza bala de prata na Globo

Luiz Carlos Azenha
A famosa “bala de prata”, que poderia modificar os votos dos indecisos, foi neutralizada de cara pela presidente Dilma Rousseff, já na abertura do debate da TV Globo.

Ela atacou a credibilidade não só da revista Veja, como também da IstoÉ, que mais uma vez neste fim de semana fez jus ao apelido jocoso de QuantoÉ.

Diríamos que este foi o debate do alprazolam, a droga que é o sossega leão dos ansiosos.

Aécio Neves cometeu algumas gafes, como quando se referiu ao inexistente Ministério do Desenvolvimento Econômico ou disse que é um orgulho ter um pedaço do Nordeste “incrustrado” em nosso território, Minas Gerais. Reproduziu, assim, o preconceito comum de uma pequena fatia dos mineiros em relação às terras cantadas por Guimarães Rosa.

Por outro lado, o senador foi bem quando disse que a melhor forma de combater a corrupção é tirando o PT do poder. Foi bem, ainda, quando disse que o governo de FHC “tirou a inflação das costas do brasileiro”. Friso: do ponto-de-vista da retórica.

Já Dilma foi muito feliz quando popularizou seu discurso e recorreu a uma frase do humorista José Simão, segundo o qual os tucanos criaram, em São Paulo, o programa “Meu banho, minha vida”.

Além disso, a candidata governista insistiu nas coisas que realmente importam não só para os indecisos, mas para os brasileiros em geral: emprego e salário. No frigir dos ovos, é isso o que conta. O grande terror de qualquer brasileiro, em qualquer tempo, é o desemprego.

No conjunto da obra, Dilma fez o necessário para impedir uma grande surpresa de última hora. Se de fato Aécio precisava de uma grande virada para vencer as eleições de domingo, não teve êxito.

Se a capa de Veja foi a bala de prata da oposição, melhor caracterizá-la como um tiro no pé.

Por Luiz Carlos Azenha
blog Viomundo:

TARAUACÁ: BANCO DA AMAZÔNIA RENEGOCIA DÍVIDAS VENCIDAS DE PRODUTORES RURAIS E LANÇA EDITAL DE PATROCÍNIO

O BANCO DA AMAZÔNIA informa a população que já está disponível na Agência de Tarauacá, uma grande oportunidade de renegociação de dívidas aos produtores rurais.

O Governo Federal lançou a Resolução 4315, que visa dar possibilidade de renegociar dívidas vencidas dos produtores rurais, por até 10 anos com até 1 (um) ano de carência, respeitadas as demais condicionantes. 

O prazo para a adesão é até 31/12/2014. 

mais informações procure a agencia do Banco da Amazônia. 

A Gerência Informa, ainda, que já está disponível o Edital de Patrocínio 2015 para projetos na área Social, Ambiental, Cultural e Esportivos e as inscrições vão até 15 de Novembro de 2014.

Para mais informações baixe o edital e demais formulários no site do Banco da Amazônia www.bancoamazonia.com.br, no campo pesquisar digite “patrocínio 2015”.


Por: Leandro Pereira de Oliveira
Gerente Geral
Tarauacá-AC
Tel: (68) 3462-1375
Ramal: 3205
Cel: (68) 9988-1824

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

TARAUACÁ: MOTO COLIDE DE FRENTE COM CAMINHÃO NA BR 364 E VÍTIMA JÁ ESTÁ SENDO TRANSFERIDA PARA CRUZEIRO DO SUL

Vítima foi arremesada para fora da pista
Um acidente marcou a noite de ontem, por volta das 23 horas, nas proximidades da ponte sobre o Igarapé Esperança, BR 364 entre Feijó e Tarauacá, quando uma moto colidiu com um caminhão. No choque p o condutor da moto foi arremessado para fora da pista, caindo em um barranco de difícil acesso e, ainda, sofrendo fraturas e outras lesões em seu corpo.

Moto Bros Amarela
Policiais chegaram primeiro ao local e acionaram o corpo de bombeiros e, prontamente socorreram a vítima e a conduziram até o Hospital Sansão Gomes.

Antônio James da Silva, 38 anos, morador do Ramal do Cachoeira
De acordo com informações da direção do Hospital Sansão Gomes, Antônio James da Silva, 38 anos, morador do Ramal do Cachoeira, teve várias e graves fraturas e a já está sendo encaminhado ao Hospital do Juruá em Cruzeiro do Sul.

Caminhão que colidiu com a moto
Policiais registraram a ocorrência, para que se investiguem as responsabilidades sobre o acidente.

fotos: Facebook Policial Júlio César

ELEIÇÕES 2014: O QUE PODE E O QUE NÃO PODE NA CAMPANHA ELEITORAL A PARTIR DESTA SEXTA FEIRA

Ontem, quinta feira, 23 de outubro, foi o último dia permitido para a realização de reuniões públicas ou comícios, de acordo com com a Lei das Eleições (Código Eleitoral e na Lei nº 9.504/97)

Hoje, sexta feira, 24 de outubro, ultimo dia para realização de propagandas eleitorais gratuitas no rádio, na televisão, divulgação paga de propaganda eleitoral na imprensa escrita e para a realização de debates. 

Amanhã, sábado, 25 de outubro, ainda será permitida a propaganda com alto-falantes ou amplificadores de som, além da distribuição de material gráfico, realização de caminhadas, passeatas e carreatas, divulgação de jingles ou mensagens dos candidatos por carros de som, entre 8 e 22h.

Domingo, 26 de outubro, 143 milhões de eleitores elegerão o presidente da República e os governadores de 13 estados e do Distrito Federal.

TARAUACÁ: PREFEITURA RECUPERA RUA QUE DÁ ACESSO AOS BAIRROS IPEPACONHA E ESPERANÇA

Serviços de asfaltamento da Secretaria municipal de Obras
A prefeitura está recuperando a rua que dá acesso aos Bairros Ipepaconha e Esperança, com pavimentação asfáltica. A rua está recebendo os serviços através da Secretaria Municipal de Obras, o que resolverá um problema antigo daquelas comunidades.


TARAUACÁ: RAMPA DE ACESSO AO RIO TARAUACÁ RESOLVE PROBLEMA HISTÓRICO DE EMBARQUE E DESEMBARQUE NO PORTO DO MERCADO PÚBLICO

Rampa de acesso ao Rio Tarauacá
Uma das grandes dificuldades históricas dos produtores rurais de Tarauacá que usam os rios para escoarem a produção, era exatamente na hora de desembarcar, quando os barcos chegavam aqui na cidade. Escadas de madeira que não duravam muito tempo, lama e outros fatores dificultavam essa ação.

Obra custou R$500.000,00
Diante disso, a prefeitura do município na gestão do prefeito Rodrigo Damasceno, mandou construir uma rampa de concreto armado, no valor de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), obra de 35 metros de extensão, com pavimentação em lajes, concreto armado, na Rua Quintino Bocaiúva, ao lado do mercado municipal, Domingos Rêgo Leite.


A obra, financiada pelo Governo Federal, resolve um problema antigo que dificultava o embarque e o desembarque no porto do mercado público.

TARAUACÁ: PREFEITURA ANTECIPA FERIADO DO SERVIDOR PÚBLICO PARA PRÓXIMA SEGUNDA FEIRA


Órgãos públicos não vão funcionar na segunda-feira (27).

O feriado do 'Dia do Servidor Público', que é comemorado anualmente no dia 28 de outubro, foi transferido para a próxima segunda-feira (27). O decreto antecipando o feriado foi assinado pelo prefeito de Tarauacá, Rodrigo Damasceno, e publicado no Diário Oficial. Além dos órgãos municipais, os estaduais também devem antecipar a data comemorativa.

Segundo a assessoria da Administração municipal, não haverá expediente na referida data, mas todos os atendimentos devem ser normalizados na terça-feira (28). Serão mantidos apenas os serviços essenciais de saúde, coleta de lixo, segurança pública, manutenção de distribuição de água e Defesa Civil.

É importante ressaltar que no dia 28 de outubro, todos os setores da prefeitura funcionam normalmente.

Assecom Tarauacá

TARAUACÁ: HOJE NO SWING CLUBE - FESTA DO COPÃO


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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

IBOPE E DATAFOLHA APONTAM VITÓRIA DE DILMA

IBOPE - Pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (23) aponta os seguintes percentuais de votos válidos no segundo turno da corrida para a Presidência da República:
- Dilma Rousseff (PT): 54%
- Aécio Neves (PSDB): 46%

Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo".

No levantamento anterior do instituto, divulgado no dia 15, Aécio tinha 51% e Dilma, 49%.

Votos totais
Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada são:

- Dilma Rousseff (PT): 49%
- Aécio Neves (PSDB): 41%
- Branco/nulo: 7%
- Não sabe/não respondeu: 3%

O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 203 municípios entre os dias 20 e 22 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01168/2014.

Rejeição
O Ibope perguntou, independentemente da intenção de voto, em qual candidato o eleitor não votaria de jeito nenhum. Veja os números:
Aécio - 42%
Dilma - 36%

Expectativa de vitória
O Ibope também perguntou aos entrevistados quem eles acham que será o próximo presidente da República, independentemente da intenção de voto. Para 51%, Dilma sairá vitoriosa; 38% acreditam que Aécio ganhará; 10% não sabem ou não responderam.

1º turno
No primeiro turno, Dilma teve 41,59% dos votos válidos e Aécio, 33,55% (veja os números completos da apuração no país). 

DATA FOLHA

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (23) aponta os seguintes percentuais de votos válidos no segundo turno da corrida para a Presidência da República:
- Dilma Rousseff (PT): 53%
- Aécio Neves (PSDB): 47%

Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo".

De acordo com o Datafolha, a presidente Dilma Rousseff(PT) tem uma vantagem inédita sobre Aécio Neves (PSDB) no segundo turno da eleição presidencial.

No levantamento anterior do instituto, divulgado no dia 22, Dilma tinha 52%, e Aécio, 48% dos votos válidos.

Votos totais
Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada são:

- Dilma Rousseff (PT): 48%
- Aécio Neves (PSDB): 42%
- Em branco/nulo/nenhum: 5%
- Não sabe: 5%

O Datafolha ouviu 9.910 eleitores em 399 municípios nos dia 22 e 23 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de dois pontos prevista. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01162/2014.

Certeza do voto
O Datafolha também perguntou, entre os dois candidatos, em quem os eleitores votariam com certeza, em quem talvez votassem e em qual não votariam de jeito nenhum. Veja os números:

Dilma
46% - votariam com certeza
15% - talvez votassem
37% - não votariam de jeito nenhum
1% - não sabe

Aécio
39% - votariam com certeza
18% - talvez votassem
41% - não votariam de jeito nenhum
2% - não sabem

1º turno
No primeiro turno, Dilma teve 41,59% dos votos válidos e Aécio, 33,55% (veja os números completos da apuração no país).

Do G1
Em São Paulo

Jornalistas do Acre decidem paralisar atividades por 72 horas

Os jornalistas do Acre decidiram em Assembleia Geral realizada na manhã desta quinta-feira (23), por uma paralisação de 72 horas. Se confirmada, a cobertura do segundo turno das eleições, por alguns veículos de comunicação poderá ficar comprometida.

De acordo o sindicato, o prazo dado para os empresários assinarem o acordo salarial ficou estabelecido até às 17h desta sexta (24). As empresas que assinarem terão suas funções normalizadas.

“Os associados não devem temer pressões de ameaças de demissão, pois estamos fazendo valer nossos direitos como qualquer outro profissional. Hoje estaremos encaminhando a Delegacia do Trabalho e Ministério do Trabalho o que foi acordado em assembleia”, disse Victor Augusto.

Jairo Carioca – da redação de ac24hora

OFERTA DE EMPREGO EM TARAUACÁ


JORDÃO: Vereadora do PMDB apresenta requerimento para que governo municipal apresente lotação de servidores

Vereadora Zeina Menezes (Foto: Kezio Araújo/ Blog Fala Jordão)
A vereadora Zeina Melo, líder do PMDB na câmara de vereadores de Jordão apresentou na sessão ordinária da última terça-feira (21) o requerimento nº 012/2014, onde pede que o governo municipal providencie o mais breve possível a lotação dos servidores.

Zeina afirma que, segundo o que se observa na folha de pagamento no portal da transparência da prefeitura, alguns servidores estão recebendo seus salários sem prestar serviços.
“Quero que seja feita justiça aos demais funcionários que trabalham fazendo jus ao seu salário, além de contribuir para a normalização do serviço público”, destacou a vereadora.

O OUTRO LADO

A assessoria de comunicação da prefeitura de Jordão informou que já está em andamento o processo de publicação da lotação de servidores, no portal da transparência, estando disponível nos próximos dias.

A assessoria informa ainda que a ação se dá devido às exigências do Ministério Público, visando ainda manter uma gestão transparente por meio da Lei (nº 12.527, de 18 de novembro de 2011) de Acesso à Informação, que regulamenta o direito constitucional de acesso às informações públicas.

Kézio Araújo
do Blog Fala Jordão
falajordao@gmail.com

TARAUACÁ: SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO PROMOVE A 3ª FORMAÇÃO DO PNAIC COM OS PROFESSORES DO CAMPO


TARAUACÁ: SINTEAC REUNE-SE COM VEREADORES

Reunião com vereadores
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre - SINTEAC, núcleo de Tarauacá reuniu-se na terça feira (22) com os vereadores do município para informar sobre os resultados das negociações com a prefeitura, referente à reformulação da Lei do PCCR - Plano de Cargos Carreira e Remuneração a Lei Municipal de Gestão Democrática nas Escolas Públicas.

Compareceram a reunião os vereadores Jesus Sérgio, Mirabor Leite, João Moreira, Manuel Monteiro(Presidente da Câmara) e a vereadora Janaína Furtado. Com exceção do vereador Malindo Pinheiro, os demais foram convidados, mas tinham outros compromissos. Porém ressaltaram que estavam em apoio ao SINTEAC.

No mês de julho deste ano, após três dias de paralisação, os servidores da Educação Municipal decidiram suspender o movimento de greve e aceitar a contra proposta da prefeitura, garantindo atender algumas das principais reivindicação da categoria: A reformulação da Lei do PCCR - Plano de Cargos Carreira e Remuneração e da Lei Municipal de Gestão Democrática nas Escolas Públicas, estabelecendo inclusive uma comissão para discutir intensamente os principais pontos da reformulação das leis e apresentar a minuta final ao parlamento municipal.

Além da garantia de discussão das Leis os trabalhadores tiveram um reajuste linear para todos os servidores no valor de 3 por cento e manter os demais ganhos na reformulação do plano e a incorporação ao piso dos servidores de apoio, a quantia de R$70, 00, que são pagos mensalmente como abono salarial.

Desde o mês de agosto, o SINTEAC e a SEME vem discutindo sobre todos os pontos e a viabilização desse novo plano. Vários pontos avançaram, porém a pauta mais relevante e que foi inclusive o que levou a categoria encerrar a paralisação foi a redução de carga horária dos funcionários de escola. 

No mês de setembro, o SINTEAC realizou uma reunião com a presença do Secretário Municipal, Assessores Jurídicos da Prefeitura, Vice-Prefeito e Prefeito para que houvesse um entendimento entre Administração e SINTEAC sobre essa regularização da redução de carga horária, pois os funcionários de escola, desde a época que foram admitidos, muitos há mais de 20 anos, outros no último concurso de 2002, trabalham somente um turno. Mesmo com todos os argumentos propícios para que isso acontecesse o Prefeito é contrário a esta reivindicação da categoria, restando agora recorrer o apoio dos parlamentares, pois são eles que aprovam ou não as Leis que são encaminhadas a Câmara. 

Todos que estiveram presentes, manifestaram apoio ao SINTEAC para que a Lei seja aprovada de acordo com as reivindicações do SINTEAC. 

Veja mais no Blog do Sinteac